"O ataque russo ao consulado honorário da Letónia em Sloviansk é um ato grave e inaceitável. Condeno veementemente o ataque, que resultou em mortes e deixou muitos feridos", escreveu António Costa numa mensagem publicada nas redes sociais.
"A Rússia destruiu o consulado honorário da Letónia, provando mais uma vez a sua completa falta de interesse pela diplomacia", declarou por escrito Ursula von der Leyen na rede social X.
Para a presidente da Comissão Europeia, Moscovo "está a atacar civis numa tentativa desesperada de esmagar o espírito da Ucrânia", uma vez que "a Rússia está a perder a guerra que começou".
Segundo o governador de Donetsk, Vadim Filashkin, citado pelo EFE, as duas bombas russas causaram danos em cerca de dez casas, infraestruturas industriais e no perímetro do consulado honorário da Letónia, provocando pelo menos cinco mortos e nove feridos.
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Baiba Braze, confirmou o ataque nas suas redes sociais e disse ter encaminhado todas as informações "para os ministros da União Europeia e da NATO, (bem como para outras) organizações internacionais".
"Os russos danificaram casas, veículos e o edifício consular", acusou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, também no X, onde acrescentou que "a Rússia deve assumir as suas responsabilidades" pelos "ataques brutais contra civis".
Sloviansk, juntamente com Kramatorsk, é o único grande centro urbano que a Ucrânia ainda controla na região de Donetsk. As autoridades militares regionais afirmaram que mais de 38 mil pessoas permanecem em Sloviansk e no resto do distrito onde, antes da guerra, residiam 115 mil habitantes.
Também na sexta-feira, o exército russo atingiu um local onde decorria um evento da indústria de defesa ucraniana perto de Kyiv, matando pelo menos 10 pessoas e ferindo cerca de 100, segundo o procurador-geral ucraniano Ruslan Kravchenko.
Por outro lado, segundo a Associated Press (AP), que cita autoridades russas, a Ucrânia atacou estâncias turísticas na região de Zaporijia, parcialmente ocupada pela Rússia, matando oito pessoas.
Entre as oito pessoas mortas no ataque às estâncias turísticas encontravam-se duas crianças, segundo apontou o governador regional nomeado pelo Kremlin, Yevgeny Balitsky, acrescentando que 14 pessoas ficaram feridas.
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