Cyrela leva condomínio de R$ 1,5 bi a Porto Feliz e desafia a JHSF

Complexo de edifícios modernos com grandes janelas de vidro, cercados por palmeiras e gramados verdes, refletidos em uma vasta lagoa de água azul-clara. O céu azul-claro com nuvens esparsas e o sol poente no horizonte criam uma atmosfera tranquila e luxuosa
Heritage Riviera (Cyrela/Divulgação)

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A Cyrela decidiu avançar sobre um território que há quase duas décadas tem a JHSF como principal referência. A incorporadora lançou o Heritage Riviera, em Porto Feliz, no interior de São Paulo, com previsão de 1,5 bilhão de reais em investimentos ao longo de quatro a cinco anos e VGV potencial de até 4 bilhões de reais.

Com mais de 4 milhões de m², o empreendimento marca a entrada da Cyrela em maior escala no mercado de segunda residência de alto padrão. O projeto terá lagoa de 35 mil m², campo de golfe de 18 buracos, hípica, centro de tênis Mouratoglou, áreas de wellness e estrutura esportiva. Uma das linhas residenciais terá espaços comuns mobiliados pela Armani/Casa.

A chegada ocorre em uma região transformada pela JHSF em destino da alta renda paulista. Lançada no fim de 2007, a Fazenda Boa Vista ocupa cerca de 12 milhões de m² e reúne Hotel Fasano, campos de golfe, centro equestre, polo e residências de alto padrão. Depois, a companhia ampliou sua presença com o Boa Vista Village, projeto de mais de 2 milhões de m².

O Heritage Riviera fica a cerca de 30 quilômetros da Fazenda Boa Vista. A Cyrela afirma que a escolha de Porto Feliz não foi motivada pela concorrência e que procurava desde 2012 uma área para desenvolver um projeto desse perfil. Na prática, porém, a chegada de uma das maiores incorporadoras do país muda a configuração do mercado local e coloca dois dos maiores nomes do segmento disputando um público semelhante.

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Mais do que uma concorrência entre empreendimentos, o movimento mostra a consolidação de Porto Feliz como polo imobiliário de alto padrão. O modelo de segunda residência associado a serviços, esporte, gastronomia e grandes áreas verdes ganhou escala suficiente para atrair novos bilhões. Depois de anos praticamente soberana nesse nicho, a JHSF passa a ter uma concorrente de peso no próprio território que ajudou a criar.

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