Derrame de petróleo ao largo da costa de Omã. E há imagens

"Foi detetada uma mancha de aproximadamente 390 quilómetros quadrados que se estende para nordeste, desde as ilhas Hallaniyat em direção à costa continental, e no ponto mais próximo situa-se a cerca de sete quilómetros da costa", afirmou a Autoridade do Ambiente de Omã num comunicado citado pela agência oficial de notícias do país ONA.

A ONA indicou que as análises técnicas confirmaram que "a poluição por petróleo persiste na zona marítima associada ao incidente" do navio, que partiu da cidade russa de Novorossiisk, no sudoeste do país, e que, segundo vários meios digitais árabes, sofreu uma explosão a bordo no início de junho, em águas do Iémen.

Mascate alertou que "a mancha avança seguindo uma trajetória constante" para nordeste e vai estender-se por cerca de 121 quilómetros nas próximas 48 horas, segundo as projeções científicas, sujeitas, porém, a revisões em função do vento, das correntes e das condições do mar.

As autoridades do país iniciaram uma operação que inclui resolução técnica do derrame, "a segurança do navio e a monitorização e avaliação do impacto ambiental".

Até ao momento, não foram detetados impactos em centrais de dessalinização, em projetos de aquicultura ou nos locais turísticos da costa de Omã.

O diretor dos Assuntos Marítimos do Ministério dos Transportes de Omã, Mohamed Abdalah al-Rawahi, acrescentou que as condições meteorológicas adversas da época das monções "complicaram significativamente as operações técnicas de resposta a derrames".

Al-Rawahi indicou ainda que o pessoal do seu departamento e consultores especializados estão a intensificar os esforços para identificar com precisão as fontes da fuga, preservar a integridade do casco do navio e gerir as brechas internas, sem fornecer pormenores sobre o estado do petroleiro.

As autoridades de Omã, país também banhado pelo estreito de Ormuz, juntamente com o Irão, também não avançaram pormenores sobre o incidente com o navio.

Para já, desconhece-se se foi alvo de um ataque na sequência da guerra no Médio Oriente e das ações contra a navegação comercial.

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