Amaury Jr - Diana, 29 anos depois: o legado que não perdeu força

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Neste 31 de agosto, o mundo lembra os 29 anos da morte de Diana, e quase três décadas parecem não ter esfriado em nada a adoração pela Princesa de Gales. Ao contrário: Diana deixou de ser apenas uma referência pop para ocupar um lugar cultural maior, quase impossível de dissociar da ideia moderna de celebridade, vulnerabilidade e realeza.


Aos 36 anos, divorciada havia apenas um ano, ela parecia finalmente entrar numa fase de maior autonomia emocional e pessoal. Estava estabelecendo o que seria a sua vida futura, fora do casamento e com uma identidade própria. O acidente de carro em Paris suspendeu tudo isso. Talvez por isso a inconformidade ainda seja a linha que une tantos filmes, livros e documentários sobre ela: a sensação de uma história interrompida antes de sabermos no que se transformaria.

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Princesa Diana

Imagem: Reprodução

Entre os mais próximos, três caminhos ficaram muito claros. Harry transformou a memória da mãe em parte explícita de sua própria narrativa: da relação com a imprensa às causas humanitárias e à ruptura com a Família Real. Às vezes, parece reivindicar para si o ?lado Spencer? de Diana ? popular, questionador, incômodo ? como se William, por ser o futuro rei, tivesse menos direito à mesma herança materna.


Charles Spencer ocupa outro lugar. Neste aniversário, colocou a bandeira a meio mastro em Althorp e definiu 31 de agosto como ?meu dia menos favorito?. Em setembro, lança Swan Song: Diana, My Sister, novo livro sobre a irmã e a semana de sua morte. Afeto, memória e narrativa continuam inevitavelmente misturados.


William escolheu o caminho mais silencioso. Quanto mais se aproxima do trono, mais discreto parece ser ao falar de Diana, embora sua influência esteja presente sobretudo no trabalho contra a falta de moradia, uma causa à qual ela o apresentou ainda menino. E há também a semelhança física: em determinados ângulos, é impossível não vê-la nele.


Diana é ainda uma sombra complexa para as noras que nunca conheceu. Kate, hoje princesa de Gales, é comparada à sogra em roupas, gestos e fotografias há anos. Meghan enfrenta o mesmo mecanismo, com uma diferença importante: o próprio Harry já afirmou publicamente enxergar nela traços da mãe.


Para este 31 de agosto, William e Harry não anunciaram uma homenagem pública conjunta. Mas 2027 marcará 30 anos da morte de Diana e já há especulações sobre uma possível aproximação. Seria, talvez, a homenagem que mais faria sentido: que seus dois filhos conseguissem, finalmente, voltar a se falar.