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O governo de Donald Trump resgatou a Doutrina Monroe como princípio para justificar a atuação dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental. Em vídeo publicado nesta terça-feira, 11, o Departamento de Estado afirmou que o “domínio americano” nas Américas “nunca mais será questionado”.
Com mais de cinco minutos, a gravação publicada no X (ex-Twitter) revisita a política formulada em 1823 pelo então presidente James Monroe, segundo a qual novas tentativas de colonização ou interferência de potências europeias no continente seriam consideradas uma ameaça aos Estados Unidos. Ao longo dos dois séculos seguintes, o princípio passou a ser usado como justificativa para diferentes iniciativas de Washington na região.
The Monroe Doctrine has shaped U.S. foreign policy for over two centuries.
American dominance in the Western Hemisphere will never be questioned again. pic.twitter.com/hsoGS17gqV
— Department of State (@StateDept) August 11, 2026
A publicação cita episódios históricos em que a doutrina serviu de referência para a política externa americana, entre eles a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, quando a União Soviética instalou armamentos nucleares na ilha, e a atuação do governo de Ronald Reagan contra grupos apoiados por Moscou na América Latina.
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Ao chegar ao governo Trump, o vídeo estabelece uma ligação direta entre a tradição da Doutrina Monroe e a atual política de segurança dos Estados Unidos. Entre os exemplos apresentados está a chamada Operação Absolute Resolve, realizada em janeiro deste ano e que terminou com a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro. Outra medida, a Operação Lança do Sul, foi oficializada para intensificar o combate ao narcotráfico no Hemisfério Ocidental, com ataques navais no Caribe e Pacífico contra embarcações suspeitas de tráfico ilícito denunciadas como “execuções extrajudiciais” por juristas e diversos governos latino-americanos.
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A mensagem ganha peso diante da estratégia de segurança adotada pelo governo Trump, que prevê o fortalecimento da presença militar e de inteligência dos Estados Unidos no continente e estabelece como objetivo impedir que potências externas ampliem sua capacidade de atuação ou controle sobre áreas consideradas estratégicas.
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O governo Trump também manifesta preocupação com a presença de países de fora do continente, especialmente China e Rússia, em setores considerados estratégicos. A estratégia determina que os Estados Unidos impeçam concorrentes externos de posicionar forças ou controlar ativos considerados vitais nas Américas.
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