Lançado originalmente em 2019, Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age – Definitive Edition chegou a ser um jogo exclusivo do primeiro Switch, mas atualmente já está disponível para PlayStation, Xbox e PC. E, agora, o RPG também ganha uma versão que finalmente tira proveito do hardware do Switch 2.
- Resumo para preguiçosos
- Nota
- Prós e Contras

No entanto, os sete anos que separam a versão do console anterior da Nintendo da atual não foram usados pela Square Enix para adicionar conteúdos ou a tão sonhada adaptação para o português brasileiro. O que o estúdio fez foi “tirar o borrão” dos visuais do RPG, que ganham mais resolução e um bom desempenho.
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Isso não é necessariamente algo ruim, visto que, passada quase uma década após a estreia de sua versão original, Dragon Quest XI continua um ótimo RPG. No entanto, a versão Switch 2 decepciona pela maneira como a Square Enix decidiu lançá-la, sem deixar um caminho de upgrade para quem já tinha o original do Switch.
O que é Dragon Quest XI S: Definitive Edition?

O jogo que a desenvolvedora japonesa entrega é uma versão aprimorada de Dragon Quest XI, que trouxe algumas cenas adicionais com o excelente elenco de coadjuvantes. O RPG também ganhou uma trilha sonora orquestrada (a original era sintetizada em 8-bit) e permitiu alternar para sua versão 2D.

Criada para o lançamento do jogo no 3DS (que é exclusivo ao mercado japonês), ela revive os eventos da aventura principal de maneira bastante fiel. Em compensação, os jogadores perdem as atuações de voz e muitas das cenas de corte impressionantes que foram boladas pela Square Enix.
Enquanto a empresa promete que é possível alternar entre as duas opções usando as igrejas da aventura, a história não é exatamente essa. Ao trocar de modo, o título exige que você crie um novo save e escolha um ponto da história que deseja considerar — o que geralmente leva em consideração o início de um capítulo.
Ou seja, ao trocar entre os modos de Dragon Quest XI S: Definitive Edition, muitas vezes é preciso jogar novamente longos trechos da aventura, mas mantendo a progressão de personagem. Assim, recomendo se focar somente em uma das opções oferecidas pelo estúdio de uma só vez, criando saves específicos para cada uma delas.

Essa versão do RPG também se destaca por, além da aventura principal que dura facilmente 80 horas ou mais, trazer alguns desafios inspirados por jogos anteriores da franquia. Eles não são realmente essenciais para a experiência, mas fornecem uma dose de nostalgia muito bem-vinda.
O sistema de combate de Dragon Quest XI S: Definitive Edition segue o estilo tradicional de RPG por turnos, permitindo controlar diretamente cada personagem durante os confrontos. É possível escolher ataques, habilidades, magias e itens, além de definir estratégias para explorar as fraquezas dos inimigos. A aventura também conta com o sistema de Pep, que permite fortalecer personagens e liberar técnicas especiais quando determinados membros do grupo entram nesse estado.
A progressão combina exploração, batalhas e personalização dos personagens. O jogador pode distribuir pontos em diferentes árvores de habilidades para desbloquear novos golpes e aprimorar atributos, enquanto equipamentos podem ser comprados, encontrados ou produzidos por meio do sistema de forja. A forja de itens permite criar e melhorar armas, armaduras e acessórios, adicionando uma camada extra de gerenciamento à jornada.
E o que muda no Switch 2?

Caso você tenha jogado o título no primeiro Switch, as diferenças mais expressivas são de desempenho e resolução. Em sua versão para o Switch 2, o game ganhou um modo gráfico e um focado nos quadros por segundo, e ambos superam com facilidade a experiência oferecida no console anterior da Nintendo.
Nele, ficava evidente os sacrifícios que a Square Enix precisou fazer para adequar o grande mundo de Dragon Quest IX S: Definitive Edition a um portátil defasado. Já no console mais recente, eles praticamente desaparecem e o jogo perde a característica “borrada” que apresentava anteriormente, tanto em seu modo portátil quanto no dock.
No console mais recente, é possível perceber algumas diferenças entre os modos desempenho e visual, especialmente no que diz respeito às texturas. No entanto, escolher entre eles acaba sendo uma questão essencialmente de gosto pessoal, já que ambos cumprem bem sua proposta.

Pessoalmente, preferi pelo modo de desempenho, especialmente porque os 60 FPS estáveis tornam a experiência de navegar pelo mundo bastante fluída. Isso gerou alguns sacrifícios em detalhes do ambiente, mas nada que tenha sido muito gritante ou que distancie a experiência daquela encontrada no PC ou em outro console de mesa.
Mas e aí, Dragon Quest XI S: Definitive Edition vale a pena?

A resposta para essa pergunta é um grande “depende”. Caso você já tenha a versão original do primeiro Switch e queira desfrutar de um upgrade visual, o valor cobrado pela Square Enix não vale a pena. Sem caminho para um upgrade, os donos de Switch 2 precisam recomprar o RPG pelos menos R$ 199,50 cobrados pelo lançamento original de 2019.
Já se essa á sua primeira experiência com Dragon Quest XI: Echoes of An Elusive Age, o investimento sem dúvida vale muito a pena. Apesar de já terem se passado muitos anos após sua estreia original, ele permanece um RPG sólido com sistemas simples, mas funcionais, e um dos melhores elencos de toda a franquia.
Apesar de ainda pecar pela falta de uma tradução para o português, ele funciona como um conto de fadas moderno eficiente e com algumas reviravoltas interessantes. E, no Switch 2, ele finalmente encontrou um hardware capaz de oferecer uma experiência híbrida que rivalizar com aquela encontrada em outras plataformas de mesa e no PC.
Jogamos Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age – Definition Edition para Switch 2 com uma chave fornecida pela Square Enix.
Resumo para Preguiçosos
Dragon Quest XI S: Definitive Edition chega ao Switch 2 com melhorias principalmente visuais e de desempenho. O RPG mantém todo o conteúdo da versão Definitive Edition, incluindo cenas adicionais, trilha sonora orquestrada, modo 2D e desafios extras, mas continua sem tradução para o português brasileiro. A principal novidade está na resolução e no desempenho, com opções focadas em qualidade visual ou 60 FPS, sendo esta última uma boa escolha para quem prioriza fluidez.
Apesar das melhorias, a versão para Switch 2 decepciona pela ausência de um caminho de upgrade para quem já possui o jogo no Switch original. Por isso, o relançamento é mais interessante para quem ainda não jogou Dragon Quest XI S, já que o RPG continua sendo uma experiência sólida mesmo anos após sua estreia. Para os donos da versão anterior, porém, o preço de uma nova cópia torna o upgrade visual e de desempenho mais difícil de justificar.
Prós
- Um ótimo upgrade técnico tanto no modo qualidade quanto no desempenho
- Dragon Quest XI permanece um excelente RPG por turnos
- Aventura tanto em 2D quanto em 3D
- Não perde em nada para as outras plataformas nas quais o jogo está disponível
Contras
- 7 anos depois, o jogo segue sem tradução para o português
- A Square Enix não oferece caminho para upgrade e é preciso pagar o preço cheio no RPG
- Alternar entre os modos 2D e 3D não é tão suave quanto poderia ser
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.