Economia cresceu 2,5% face a 2025 e 0,8% em cadeia no 2.º trimestre

A economia portuguesa cresceu 2,5% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quinta-feira. Em cadeia, a subida foi de 0,8%. 

"O Produto Interno Bruto (PIB), em volume, registou uma variação homóloga de 2,5% no 2º trimestre de 2026, após um crescimento de 2,4% no trimestre anterior", pode ler-se no relatório do INE.

Ora, "o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu, em resultado do abrandamento do investimento, enquanto o consumo privado acelerou".

"A procura externa líquida registou um contributo menos negativo, verificando-se uma aceleração mais pronunciada nas exportações de bens e serviços que nas importações de bens e serviços", pode ler-se. 

A variação em cadeia

Por outro lado, comparando com o 1.º trimestre de 2026, "o PIB aumentou 0,8%, após uma variação de 0,1% no trimestre anterior".

"O contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB passou a positivo, com as importações de bens e serviços a registarem um abrandamento mais significativo que as exportações de bens e serviços. O contributo da procura interna manteve-se positivo, mas inferior ao observado no 1º trimestre, verificando-se uma diminuição do investimento e um crescimento mais intenso do consumo privado", explica o INE. 

O que diziam as previsões?

O Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG de julho revelava que a economia portuguesa teria crescido 0,4% em cadeia no segundo trimestre, apontando ainda para uma variação homóloga de 2,0%.

A estimativa representava um regresso ao crescimento em cadeia, depois da estagnação registada no início do ano, mas também um ligeiro abrandamento em termos homólogos, face aos 2,2% observados no primeiro trimestre.

PIB português terá crescido 0,4% em cadeia no 2.º trimestre

PIB português terá crescido 0,4% em cadeia no 2.º trimestre

A economia portuguesa terá crescido 0,4% em cadeia no segundo trimestre, estima o Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG de julho, que aponta para uma variação homóloga de 2,0%.

Lusa | 08:06 - 29/07/2026

Segundo o barómetro da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), a evolução da economia no segundo trimestre revelou sinais de resiliência perante um contexto externo marcado pela crise no Golfo Pérsico, pelo prolongamento do conflito na Ucrânia e pela volatilidade dos mercados internacionais.

Os indicadores de confiança do setor empresarial evoluíram positivamente ao longo do trimestre e superaram o nível médio dos primeiros três meses do ano, embora a indústria transformadora tenha registado uma diminuição da confiança, penalizada pelas perspetivas de produção a curto prazo.

A produção industrial caiu 2,3% em termos homólogos em maio e recuou 1,2% no conjunto de abril e maio, apontando para uma contração no conjunto do trimestre. Excluindo a energia, a produção industrial diminuiu 0,7% em maio.

"A recuperação que parecia estar a desenhar-se em março e abril acabou por não se confirmar", afirma o diretor-geral da CIP, Rafael Alves Rocha, citado no comunicado.

Apesar da quebra da produção, o volume de negócios na indústria aumentou 7,0% em maio, refletindo crescimentos de 8,2% no mercado nacional e de 5,1% no mercado externo. No conjunto de abril e maio, o indicador cresceu 8,2% em termos homólogos.

A confiança dos consumidores também melhorou em maio e junho, beneficiando, nomeadamente, de perspetivas mais favoráveis sobre a realização de compras relevantes e sobre a situação financeira das famílias. Ainda assim, o nível médio do segundo trimestre permaneceu abaixo do registado nos primeiros três meses do ano.

O barómetro destaca ainda o desempenho positivo do setor exportador, "que terá conduzido a um crescimento mais equilibrado, compensando parcialmente o menor contributo da procura interna".

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