Afinal, Elliot chegou agora e tinha mesmo razão quando disse que eles são os reis: City com 10 vence United em Old Trafford

O início de temporada do Manchester United e do Manchester City era a comparação entre uma montanha-russa e a estabilidade. De um lado, os red devils começaram a Premier League a perder, golearam logo a seguir com hat-trick de Bruno Fernandes, empataram e voltaram a golear na Liga dos Campeões; do outro, os citizens somaram três vitórias nas três jornadas iniciais do Campeonato e mais uma na Champions no Dragão. Dois arranques muito diferentes — que nada tinham que ver com o dérbi deste domingo. 

Em Old Trafford, o Manchester United recebia o Manchester City num dos primeiros jogos grandes da temporada em Inglaterra. E a verdade é que a rivalidade de sempre foi alimentada nos últimos dias por alguém que acabou de a conhecer: Elliot Anderson, médio que este verão trocou o Nottingham Forest pelos citizens por mais de 100 milhões de euros, colocou gasolina no fogo e deixou bem claro o que achava sobre os dois clubes até antes de poder participar num dérbi.

"For as long as I’ve known Manchester, City have been the Kings of Manchester."

Elliot Anderson is not wasting any time making himself unpopular amongst Man United fans, as
he discusses his move to the Etihad following England's World Cup. @TelegraphDucker has more ⬇️… pic.twitter.com/FCy2D8SnBf

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“Desde que eu conheço Manchester que no City têm sido os reis de Manchester”, disse o internacional inglês de 23 anos, numa declaração que mereceu obviamente uma resposta por parte de Michael Carrick. “Não vou usar essa frase, de todo, não. Somos humildes e realistas o suficiente para saber onde temos estado na história recente. Precisamos de fazer melhor e queremos fazer melhor, queremos ser um desafio maior. É aí que estamos. Não significa que não conseguimos e não significa que não vamos fazê-lo. Significa que ainda esperamos, ainda acreditamos, que podemos ser muito mais e devemos ser muito mais. Mas eu entendo a ‘bigger picture'”, atirou o treinador dos red devils, com o próprio Enzo Maresca a recordar que Elliot Anderson disse o que disse porque “cresceu nos últimos 15 anos”.

Assim, este domingo, Carrick lançava Bryan Mbeumo, Bruno Fernandes e Marcus Rashford no apoio a Matheus Cunha, com Diogo Dalot na direita da defesa, enquanto que Maresca apostava em Semenyo, Rayan Cherki e Phil Foden nas costas de Haaland, com Elliot Anderson e Enzo Fernández na zona do meio-campo e Rúben Dias e Matheus Nunes a serem ambos titulares. Lisandro Martínez teve a primeira situação de perigo, com um remate de fora de área que Donnarumma defendeu (7′), mas o momento da primeira parte aconteceu ainda antes da meia-hora e não teve nada a ver com as balizas.

Bruno Fernandes e Phil Foden pegam-se ????#DAZNPremier pic.twitter.com/kX20HoMTd8

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Não sabemos quem apostou 2 bolas do Man United nos postes da baliza do Man City… mas esses felizardos que aproveitem ????#DAZNPremier pic.twitter.com/P5hOtIW3tz

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Num duelo com Bruno Fernandes em que o internacional português foi o primeiro a afastar Phil Foden, o internacional inglês atingiu o adversário no estômago com os pés, enquanto já estava no chão, acabando por ser expulso com cartão vermelho direto após análise do VAR. Os citizens ficaram em inferioridade numérica numa fase ainda muito embrionária da partida, mas os red devils pouco ou nada aproveitaram até ao intervalo e só Rashford, com um livre direto que acertou no poste (45′), ficou perto de inaugurar o marcador. No fim da primeira parte em Old Trafford, Manchester United e Manchester City estavam empatados.

Enzo Maresca mexeu pela primeira vez no início da segunda parte, trocando Cherki por Iliman Ndiaye, e os red devils criaram mais perigo em escassos minutos do que em todos os 45 minutos iniciais: Diogo Dalot rematou por cima (47′), Kobbie Mainoo acertou no poste (51′) e também Mbeumo (55′) e Matheus Cunha (56′) falharam o alvo, aproveitando a superioridade clara da equipa de Michael Carrick. Mas a transição dos citizens era letal, apesar de tudo — e Haaland abriu o marcador ao segundo poste após cruzamento de Gvardiol na esquerda, num lance que começou por ser anulado por fora de jogo e que acabou validado pelo VAR (60′).

Só poderia ser dele ???? Haaland

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Carrick respondeu com uma substituição, trocando Tielemans por Benjamin Sesko, mas o Manchester United ficou completamente desnorteado depois do golo sofrido e até poderia ter concedido outro, com um remate de Enzo Fernández que acertou no poste e que Senne Lammens ainda desviou (69′). Maresca colocou Nico O’Reilly, Joshua Zirkzee também entrou na ponta final, mas já nada mudou e os red devils nem sequer tiveram grandes oportunidades para empatar à exceção de um pontapé de Bruno Fernandes que Donnarumma afastou (70′).

O Manchester City venceu o Manchester United em Old Trafford, mesmo a jogar em inferioridade numérica durante mais de 70 minutos, e manteve o ritmo absolutamente vitorioso do início da temporada para manter a montanha-russa dos red devils neste início de temporada. E tudo para explicar que Elliot Anderson, afinal, tinha mesmo razão.

MANCHESTER IS BLUE!!! ????

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