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Em pedido contra André Mendonça, Alexandre de Moraes diz que a PF apontou que Davi Alcolumbre seria o próximo alvo do relator do Caso Master
03/09/2026 21:00
, atualizado 03/09/2026 21:14

Ao pedir uma investigação contra André Mendonça, o ministro do STF Alexandre de Moraes acabou revelando que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), seria o próximo alvo das investigações do relator do Caso Master.
Alcolumbre foi, nos últimos dias, uma das principais vozes em defesa de Moraes, após vir a público um relatório da Polícia Federal (PF) com conversas que mostram a relação próxima entre o banqueiro Daniel Vorcaro com o próprio ministro.

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Davi Alcolumbre comanda o Senado, onde as PECs da 6x1 e da Segurança seguem sem avançar
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

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Presidente do Senado resiste a acelerar votação do fim da escala 6x1
Vinicius Schmidt/ Metrópoles
No pedido contra Mendonça, Moraes cita um relatório de inteligência da Polícia Federal, comandada por seu aliado Andrei Rodrigues. Segundo Moraes, o documento da PF revelaria que Mendonça agora pretende “atingir o Senador Davi Alcolumbre”.
“Avalia-se que Davi Alcolumbre constitui provável alvo estratégico, considerada sua força política, o favoritismo para manter-se na presidência do Senado Federal e o consequente controle da pauta daquela Casa, notadamente quanto ao processamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Avalia-se que o relator possa enxergar em Antonio Rueda rota de acesso a Alcolumbre, com quem manteve desavença conhecida por ocasião de sua própria indicação ao Tribunal, no governo passado, quando aquele parlamentar representou grande empecilho à indicação”, diz o relatório citado por Moraes.
Lulinha também é citado
O relatório da PF usado por Moraes para questionar a atuação de Mendonça também cita Fábio Luís da Silva, o Lulinha, alvo de investigações por sua proximidade com a lobista Roberta Luchsinger, envolvida na chamada Farra do INSS.
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Segundo o documento, haveria indícios de “assimetria” na condução dos inquéritos por Mendonça. A PF compara o tratamento dado pelo ministro a Lulinha e ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que, segundo os investigadores, estariam em situações semelhantes.
“Em reunião presencial de 13/8/2026, o relator manifestou percepção de que ACM Neto, candidato ao Governo da Bahia, aparentaria estar exercendo atividade de representação de interesses dentro dos limites do permitido. A situação fática apurada quanto a ele guarda similaridade relevante com a de Fábio Luís Lula da Silva, o que sugere a adoção de standards probatórios distintos conforme o espectro político da pessoa envolvida nos fatos”, diz o trecho do relatório.