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Soltem-me! Soltem-me, eu mato-vos, caralho!
Calou! Por que o teu pai ainda não pagou aquilo do José, palhaço?
Eu não sei, juro. Por favor, eu não sei. Deixem-me ir.
Tu daquela porta só sais morto, estás a ouvir? Tens duas vias pra conseguir bazar daqui: a bem, ou seja, teu paizinho arrota o que deva arrotar e acabou, estás livre, vives uma vida na boa, ou então sais a mal, em que tu e ele se armam em espertos e tentam entalar-nos, só que acaba mal a sério pra ti e é triste pro teu pai. Estás a perceber, otário?
Deixa-me ligar-lhe. Ele paga se eu lhe ligar.
Toma.
Atende, pai.
Fala Vicente Valbom, de momento não posso atender. Deixe a sua mensagem.
Anda muito ocupado o teu pai, foda-se.
O que é?
Isto não será demais, mano.
O que disseste?
O puto já está todo rebentado, é mesmo suposto ser assim? Faz o que te mando, estás a ouvir? Se eu perco a guita por causa de ti, rebento-te todo. Estás a ouvir, caralho?
Larga-me, caralho. Estás maluco ou o quê?
Nós fazemos aquilo que o velho quiser que seja feito. E no final cada um recebe o seu e andor. Até lá não há meninos. Não te vou avisar, caralho. Eu preciso da guita, ponto final.
Ajudem-me!
"Happy Birthday to you. Happy Birthday to you. Happy Birthday. Happy Birthday to you".
O Candidato Perfeito é um podcast de ficção para ouvir em oito episódios. Uma coprodução Coyote Vadio e Observador, da autoria de David Neto e Manuel Pureza, com as vozes de José Raposo, Tiago de Outônio Pereira, Madalena Almeida e a minha, Fábio Batista. A música do genérico é de Artur Costa. Episódio cinco: Medidas Drásticas.
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Devia matar-te, caralho. Ajuda-me a sair daqui.
Ajudo o caralho, que te ajudo.
O meu pai descapitava o Dias. O meu pai é velho.
Descapitava que o caralho. Estás a delirar, puto? Vê se dormes.
O que é isto outra vez? Foda-se! Eu preciso sair daqui. Ajuda-me a sair daqui.
Eu tinha-te dito que não valia a pena tentar fugir. Teu pai vai ter que fazer alguma coisa. Confia que já não falta muito até ele aparecer aí e nos levar aos dois. Estes gajos estão a começar a desesperar, confia.
Eu só queria ir pra casa.
Para, meu! Já que tens levado um enxerto de teres me fodiado a mão toda, ainda queres mais? Deixa-te estar quieto. Quieto e calado, ouviste? Ouviste? Quieto e calado.
Fala.
Eu já lhe disse que o que a inspetora quer vai levar tempo e exijo da vossa parte que me deem garantias.
O que está a pedir é completamente absurdo. Relembra-me lá, o Marco Resende é ou não cliente do Bar Labareda?
Sim, às vezes vou lá.
Pronto, e o carro em que transportou o José é aquela velha carcaça que está ali estacionada?
Velha carcaça. Sim, é, deixei-a lá porque naquela altura teria sido muito mais difícil dialogar convosco.
Marco, você é um criminoso, tem noção do que está a fazer?
Eu acho que tenho mais noção de tudo o que está a acontecer do que vocês. O relógio está a contar, inspetores, e vocês não estão a ficar nem mais novos e nem mais espertos.
Calma, parou.
Ouçam o seu colega, inspetora. Eu sei que vêm com as ganas todas de resolver esta gaita, mas acredite que pouco ou nada pode fazer.
Homem, cale-se.
Exatamente, cale-se. Rispidez e sobranceria não trazem ninguém de volta, inspetora. Não perca as estribeiras. Olhe que ainda fica pelo caminho. Nos dias que correm, dizem que temos três inimigos número um Pela mesma ordem ou por ordem nenhuma. São o trigo, o açúcar e o estresse. Eu, deste último, já vi imensas vezes o estresse aqui da inspetora. Mas olhe, desculpe lá a indiscrição, se me permite. Eu queria perguntar-lhe: o que é que você almoçou hoje? Você foi aos doces?
Eu não estou aqui para conversar consigo, ainda não percebeu? Estou aqui para encontrar o José Valbom. Onde é que ele está? Está vivo? Está morto? Como é que é?
Você tem de ter fé, inspetora. Sabe que a fé e os filhos dos muito ricos são sempre a última coisa a morrer. Prestem atenção ao que já vos pedi, não é assim tanto quanto se poderia imaginar. Dêem-me as vossas garantias e acreditem que nós saímos todos a ganhar, de norte a sul. Marco, você acaba de confessar que raptou o José Valbom. Recusa-se a dizer onde é que ele está, se está vivo ou se está morto. E quer o quê? Garantias? Acha que isto é o quê? Certa casa? Acha que isto é a Segurança Social? Que é a casa da Joana? Isto não faz sentido nenhum. Eu não o raptei. Mas entrou aqui a confessar o crime. Em que é que ficamos? Eu disse que o levei dali, que o entreguei a quem pagou e que me vim embora. O filho de um milionário é meio caminho para uma boa reforma. Pronto, mas seja de que forma for, eu vou-
Mas quem é que o contratou?
Escute bem, inspetora. Se não fizerem como eu vos digo, a família Valbom vai sofrer e muito. Nem o mio de volta, nem o candidato fica de pé. O que eu vos estou a pedir é uma coisa simples, muito simples até. Em quatro dias, o José Valbom vai ser entregue tal e qual como foi levado, vivo. Para que isso corra sem sobressaltos, o que eu preciso é simples: é, acima de tudo, que se mantenham discretos. Ninguém precisa de saber mais do que o mínimo e é bom que assim se mantenha. Nada de aparatos, nada de circo, de jornalistas e televisões, nada disso. O engenheiro Valbom paga aquilo que foi estipulado por eles, e sim, eles, com aspas à volta, que se não me engano, foi cerca de €2.050.000. E depois é simples, a Justiça e, por consequência, os media, avançam que isto não passou de um equívoco e que eu era um copycat. Andei aqui a inventar uma história, só a atrapalhar a investigação e a PJ avança com essa informação depois de amanhã e nesse espaço de tempo, o José Valbom volta e eu já estarei longe do país com a documentação que me será facultada por vocês. Os serviços secretos podem contribuir para que tudo isto aconteça com ainda menos sobressaltos. E vocês, inspetores, terão de saber morder a bala para que nada de mais grave, e quando eu digo grave, eu digo mesmo muito grave, aconteça à família Valbom. Dito isto, vamos trabalhar ou não?
Estamos com um feedback incrível do debate de ontem, Vicente.
Mau era se assim não fosse, caramba.
Os comentadores da sede escrevem: "A Banão teve epicentro na candidatura de Valbom". O Notícias CL abre o site com: "Teimosia de Valbom gera desconforto na polícia, entrega-se o autor do rapto". Os títulos da imprensa nacional são quase todos seus.
Quero lá chegar rapidamente.
Filipa, temos os canais à porta da sede da PJ? Exclusivo? Não, só amanhã. Não, hoje falamos com quem quiser. Dez minutos. Tudo a postos. Os três nacionais com mais cinco da CAB, todos à espera à porta da PJ.
Eu quero falar com o gajo que raptou o meu filho. Eu pensei que tinha ficado claro. Ouve bem, minha estúpida. Esse áudio de que tu falas como se fosse prova de alguma coisa, não é nada, ouviste? Nada! Andas a ver se sacas algum como uma larva, mas saca isto. Se me voltes a ligar com estas ameaças de merda, eu juro que dou cabo de ti. Vou recuperar o meu filho e quando o tiver comigo, juro-te que não descansarei até te rebentar esse fuço, ouviste bem? A tua mãe foi despedida porque era uma incompetente. Mete isto na tua cabeça. Se me voltes a ligar, seja de que número for, eu garanto-te que é a última vez que o fazes. Inês, ouve bem, eu não ameaço.
Isso foi outra vez a miúda?
Acho que desta vez percebeu. Pede ao homem pra acelerar. Quero chegar à PJ já.
E eis que surge o carro do engenheiro Vicente Valbom. Vamos tentar aproximar-nos dele. Relembramos que no decorrer do dia de ontem, um homem entrou por este edifício da Polícia Judiciária, sendo que foi transferido de uma esquadra da cidade onde se entregou, ao mesmo tempo que alegou ter sido ele o autor do rapto. No decorrer do dia de ontem, o engenheiro Vicente Valbom foi aconselhado a não comentar e a manter-se longe deste edifício. Aconteceu por questões de segurança, mas hoje de manhã, como foi noticiado, o candidato à Câmara Municipal fez saber que hoje falaria com os jornalistas aqui, umas horas antes do seu comício no Fórum Lisboa, logo à noite. Senhor engenheiro, em direto para a Notícias CL, por que uma declaração hoje?
Senhor engenheiro, já teve alguma informação da Polícia Judiciária?
O senhor engenheiro pretende confrontar o alegado raptor?
Senhoras e senhores jornalistas
Quero dirigir-me sobretudo aos e às lisboetas e, acima de tudo, àquelas e àqueles que estão ainda indecisos em relação à minha conduta e seriedade. A prova máxima do meu respeito pelas instituições e pelos meus princípios está na escolha em falar-vos a partir destas escadas. A Polícia Judiciária tem feito um fantástico trabalho, ao contrário do que muitos procuraram durante algum tempo fazer crer. Tal como eu tinha preconizado, a coragem e a não resignação a ameaças, extorsões e afins surtiram efeito. Entregou-se aqui mesmo um, perdoem-me a expressão, facínora, responsável pelo desaparecimento do meu filho. Sinto, porque um pai também sente, que o regresso do meu filho estará para breve e que isso só vem reforçar que perante a violência, temos de responder com coragem, com certeza e vontade. Sei que o meu filho, onde quer que esteja, não me perdoaria a cobardia de ceder à repulsiva chantagem. E é também com isso que os cidadãos e as cidadãs lisboetas podem contar. Um homem de princípios, de coragem e que acima de tudo, não verga perante os corruptos e os marginais.
Engenheiro Valbom, vai tentar chegar à fala com alguém no interior do edifício?
Como calculará, não está em cima da mesa essa hipótese. Em primeiro lugar, porque as instituições e a Justiça não funcionam assim. E em segundo lugar, porque sinceramente não responderia por mim. A qualquer momento, no entanto, conto encontrar-me aqui à vossa frente com o diretor da Polícia Judiciária, doutor César Ponte, que certamente vos dirigirá algumas palavras.
E por que é que esperou um dia para reagir?
Como a minha assessora Sofia Brito já vos tinha avançado, a segurança do meu filho esteve e estará sempre em primeiro lugar. Em articulação com as forças de segurança, foi-me indicado ser mais prudente não sobrevalorizar esta alegada confissão, sob pena de, na eventualidade de não ser verdadeira, o meu filho poder correr alguma espécie de risco desnecessário. Portanto, estou aqui agora, posso avançar que esta confissão é para ser levada a sério.
Doutor César, doutor César.
Doutor César Ponte, pode por favor explicar-nos o que se passou no decorrer do dia de ontem, à hora em que o alegado raptor entrou na sede da Polícia Judiciária?
Muito rapidamente, se não se importam, vou ler-vos um comunicado oficial que certamente esclarecerá todas as vossas dúvidas. Pode ser? Passo a ler então. No passado dia 17, pelas 16h43min, um indivíduo do sexo masculino, caucasiano, de nacionalidade portuguesa, entrou nas instalações da Polícia Judiciária em Lisboa, confessando ter sido ele o responsável pelo desaparecimento de José Valbom, 25 anos, em parte incerta, desde o dia 20 do passado mês de março, completando agora sensivelmente 29 dias de cativeiro em parte incerta. O confessor, no entanto, nega ser o estratega da operação e garante que a vítima será devolvida nas próximas 48 horas, não tendo revelado, no entanto, nem o paradeiro, nem qualquer outra informação relevante.
Engenheiro Valbom, ao que parece, então, não é certo que se trate do verdadeiro autor do crime.
Como disse há pouco, se não houvesse uma forte suspeita sobre este indivíduo e a informação que passou, eu não estaria aqui, nem tão pouco as autoridades competentes mo permitiriam.
Doutor César, isto é verdade? Pode dizer-nos quem é este alegado raptor?
Não conto responder a perguntas. Não creio sequer que seja bom termos este espetáculo montado em frente à sede da Polícia Judiciária e acho sinceramente que qualquer comentário ou intervenção minha pode comprometer todo o decorrer das operações.
Mas até agora não conseguiram nada?
Oiça, como calculará, eu não posso entrar em diálogo consigo sobre uma matéria tão sensível como esta. Se a informação que vos chega é pouca, será talvez benéfico para todos que acreditem que é a informação que podem ter nesta fase. Estamos confiantes que o filho do engenheiro Valbom regressará a qualquer momento e essa, sim, é a nossa prioridade. O juízo de valor feito sobre a polícia, a seu tempo trará a quem o fizer um maior ou menor amargo de boca.
Vão-me desculpar, mas dentro de poucas horas estamos a abrir o comício da minha campanha e não posso, por isso, estar mais convosco aqui. A justiça pode tardar, mas nunca falha. E eu reitero a minha total confiança na polícia e na figura do seu diretor. Já apertaram com o filho da puta?
Não te posso dizer mais nada, Vicente.
Arrebenta com esse cabrão, estás a ouvir? Traz-me o meu filho de volta, César, ou eu dou cabo de ti. Não te aviso mais vez nenhuma. Obrigado por terem vindo. Marcamos encontro mais logo com Lisboa inteira. Muito obrigado.
O filho do engenheiro Valbom regressará a qualquer momento e essa sim, é a nossa prioridade. O juízo de valor feito sobre a polícia, a seu tempo trará a quem o fizer um maior ou menor amargo de boca.
Vão-me desculpar, mas dentro de poucas horas estamos a abrir o comício da minha campanha e não posso, por isso, estar mais convosco aqui. A justiça pode tardar, mas nunca falha. E eu reitero a minha total confiança na polícia e na figura do seu diretor.
Alguém? Preciso falar com alguém, rápido! Rápido, aqui alguém, rápido!
Os berros, o que se passa?
Chama-me a inspetora Teresa Macedo rapidamente. Ela ou o inspetor Durães, rápido.
Sim, está bem.
Preciso rápido.
Claro que sim. E há uma coisa para digerir o jantar, não queres? Está calado.
Estou a brincar, caralho. Chama já os inspetores. Já! Caralho. Ajuda! Viste o circo?
Vi. Vi e ouvi. Isto ainda nos vai lixar. Está tudo a apontar para aquele gajo lá em baixo. Vai-se a ver, isto não é nada.
E já tomaste uma decisão?
Uma decisão? Uma decisão em relação a quê? A ceder? Isto não sou eu a decidir.
Certo, está bem, mas tu acreditas naquele gajo?
Eu acho é tudo incrivelmente estranho. Não me admirava nada que este tipo fosse só um "psycho" que decidiu inventar isto tudo para estar num café qualquer com os amigos.
Sim, está bem, mas o carro é dele.
Sim, mas isso também não bate certo.
O problema é que bate certo demais. Teresa, pensa comigo. Este gajo aparece, assume que foi ele que levou o puto, que recebeu guita por isso, mas não revela quem é que lhe pagou. O gajo reforça que o Valbom tem de pagar dois milhões e 50 mil. Caso contrário, nada de Zé. Mas como é que ele sabia o valor exato? E depois tem outra coisa. Se nós lhe dermos imunidade, se o fizermos desaparecer do Google Maps, o miúdo volta assim como se nada fosse, são e salvo. Isto contado ainda é pior, ninguém acredita. Há aqui qualquer coisa que não faz sentido nenhum. O gajo é o quê? Para o passo seguinte ter um rasgado que não se cumpriu? Ajuda-me aqui que eu acho que me está a escapar qualquer coisa, só que eu não sei o que é.
Não é só a ti.
A não ser...
A não ser o quê?
A não ser que-
Inspetores, tivemos uma situação na zona das celas de preventiva. O vosso suspeito, Marco Resende, agrediu um colega e exige que vocês falem com ele.
O quê?
Recapitulando: habitação, liberdade para os proprietários reagirem ao mercado, mais construção e melhoria dos centros históricos. Salários e pensões, sublinhando pensionistas como classe a proteger e arrematar com a segurança em último lugar. Estamos a começar a dar a volta por cima, Vicente. O discurso de hoje é super importante.
Sim. Bom trabalho. Sabe, Sofia, o seu poder de senso ajuda muito nestas alturas.
O meu poder de senso?
Você é certeira. Eu gosto da maneira como se dedica ao trabalho.
Obrigada, Vicente.
Gosto mesmo da maneira como se dedica e se aplica. Dá-me muita confiança. Consegue resumir-me o nosso ponto de vista sobre as últimas da economia que acha que eu deva falar hoje?
Eu não apostaria muito em falar da economia agora. Se nos centrarmos nos três eixos que lhe falei há pouco, não temos surpresas. Vicente, nós não estamos sozinhos.
Tem razão. Não queremos surpresas. Ele não ouve nada. Mas ok, depois do comício temos uma conversinha. Vamos a isto.
Senhor Engenheiro, um breve briefing de segurança aqui neste lado, por favor. A Sofia que me desculpe, apenas o senhor engenheiro e a nossa equipa de segurança, ok? É um briefing breve antes do engenheiro subir ao palco. Até já.
Tudo pronto aqui? Estamos cheios. Sim, vamos arrancar. Lancem as VT e vamos fazer isto acontecer. Obrigada. Podem deixar connosco agora.
Você perdeu a cabeça, Marco. Você agrediu um inspetor.
Vocês é que perderam a cabeça, completamente. Não me levaram a sério, pois não? Acharam que eu estava a delirar quando vos avisei, não foi?
Você não controla coisa nenhuma, Marco. Deixe-se dessas merdas. Você não está em posição de exigir absolutamente nada.
A inspetora ainda não percebeu, pois não? Ou me começa a levar a sério, ou eu acho que as surpresas ainda só agora começaram.
E agora convosco, Vicente Valbom!
Sabe, enquanto estamos aqui a conversar, o nosso amigo Vicente Valbom está a subir neste preciso momento os degraus que o separam de uma plateia generosa no Fórum Lisboa. Sei que estarão ambos cientes que hoje é o grande comício da campanha dele. Pois bem, quando vos disse que não seria bom haver circo nem espetáculo, eu falei a sério. Por causa da vossa displicência, a família Valbom vai passar por muitos problemas e hoje é apenas o primeiro, depois da vossa pouca fé nas minhas palavras. Obrigado! Muito obrigado. Que prazer gigante estar aqui hoje convosco. Conosco, Lisboa avança. Conosco, Lis--
Rápido, prestem-lhe socorro, rápido! Às 3h. Ali!
O candidato vai cair.
"O Candidato Perfeito" é um podcast de ficção para ouvir em oito episódios, produzido pela Coyote Vadio e pelo Observador. É escrito por David Neto e Manuel Pureza, com realização de Manuel Pureza, direção de elenco de Rita Tristão da Silva e assistência à realização de Clara Godinho. A direção de som, sonoplastia e música do genérico são de Artur Costa. José Raposo é Vicente Valbom, Tiago Teotónio Pereira é José Valbom, Madalena Almeida é Margarida Valbom, Vera Moura é Sofia Rito, Paulo Calatré é João Durães, Susana Brandão é Teresa Macedo, Sara Matos é Inês Oliveira, Vicente Wallenstein é Filipe Delgado, Pedro Laginha é César Pontes, Carla Andrino é Mila Valbom, Francisco Beatriz é Aníbal Freitas. Este episódio tem a participação especial de Daniel Viana, Miguel Cordeiro, Ricardo Conceição, Rita Camarneiro, David Neto, Rita Tristão da Silva e Manuel Pureza.