Episódio 8. Dono Disto Tudo

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Mais um inesperado desenvolvimento nos acontecimentos em torno do desaparecimento de José Valbom, jovem de 25 anos sequestrado há um mês de casa de férias do pai durante a festa de anos e que conseguiu fugir do captor e chegar a casa pelo próprio pé ainda no dia de ontem. O homem recentemente detido como presumível raptor, que se encontrava encarcerado no Forte de Monsanto, a prisão de máxima segurança tida como a mais bem protegida de todo o país, foi encontrado sem vida na cela. Ao que parece, Marco Resende, que se entregou voluntariamente à polícia confessando ser o raptor de José Valbom no dia em que o jovem conseguiu fugir, terá posto termo à própria vida enquanto aguardava julgamento, numa investigação que parece longe de estar resolvida. Um episódio que vem condicionar ainda mais as eleições autárquicas deste domingo. Relembramos que José Valbom, recentemente reencontrado com a família, é filho de Vicente Valbom, candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa e que lidera as intenções de-

Estás atrasada.

Que susto. Sim, eu saí tarde de casa. E o Vicente? O que o Vicente está aqui a fazer?

Temos mais um dia de campanha pra agarrar pelos cornos, ou não?

Sim, eu pensava que tinha ficado de o apanhar em casa.

Precisei de sair.

E o Zé? Como é que ele está?

Está bem, tem que estar.

Não acha melhor ele ficar a descansar?

Ele descansa quando isto acabar. As eleições são domingo, não vamos deixar isto fugir-nos das mãos depois da merda toda que aconteceu.

Vicente, calma. A sondagem de ontem dá-lhe a vitória com grande margem. Eu estou só a sugerir que deixe o Zé recuperar. Eu sei que a estratégia é juntar a família nos últimos dias de estrada, mas o que ele passou não desaparece só com uma noite de sono bem dormida.

O Zé é o meu filho e tu és a minha subordinada. Quando eu quiser as tuas sugestões, eu peço. Até lá, fechas o bico e fazes aquilo que eu te digo pra fazer. Eu sei que ele está traumatizado. É um timing de merda, mas estou felicíssimo por ele ter regressado. Não tens filhos, não podes saber o que é a sensação de um filho teu desaparecer de um dia pro outro, ainda por mais da tua casa, e depois voltar aos teus braços, com vida, quando já tudo te tinha passado pela cabeça. Mas ao mesmo tempo que a minha vida voltou a ter sentido, está completamente de pernas pro ar por causa do nosso trabalho. E precisamos do Zé em frente às câmeras com a sua carinha de puto mimado e desfeito, por muito difícil que isso seja de engolir. Assustei-te?

Não.

Deixa-te disso. Chega-me um traumatizadinho por perto. Hoje é visita à fábrica, almoço e arruada à tarde, certo?

Sim, é isso.

Vou a casa buscar o menino bonito. Vem com o carro e apanha-nos daqui a uma hora. Sofia?

Sim, Vicente.

Não te atrasas. Não me queiras ver atravessado.

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Obrigado. Eu agradeço mesmo muito o vosso apoio. Domingo conto convosco pra vencermos a incompetência da gestão desta nossa cidade. Eu e o meu filho. Vejam, não é assim tão mau. Dizer umas parvoíces, dar uns bacalhaus, acenar, nada de mais. Podias era não ter essa cara de custa empada, Zé. Jovem sofrido é uma boa imagem, mas assim parece só que te caiu mal o almoço.

Eu não estou com muita vontade de estar aqui, pai.

Eu também não, mas tem que ser. É a reta final. Vá, tenta só largar um sorriso com dor de vez em quando, que em nada vamos embora

Minha senhora, tão bom. Como está? Tão bom vê-la. Está cada vez mais bonita.

Zé. Zé, olha pra mim. Como é que te sentes?

Exatamente como pareço.

Eu sei que não serve de nada dizer isto, mas eu ainda tentei convencer o teu pai a deixar-te ficar em casa para descansares.

Amigão, já estou cagado se estou em casa, se estou na Torre Eiffel.

Por que não vais pro carro esperar? O Rui leva-te.

E ele?

Não te preocupes. Eu invento uma desculpa qualquer. A sério. Vai.

Obrigado.

Sou a investigadora principal do caso, em conjunto com o Durães, claro, mas depois da reconstrução disto, sou eu a cabeça principal da investigação. Eu sei muito bem o que acontece nestas situações às cabeças. Portanto, ponho já aqui a minha em cima da mesa e se o chefe quiser, eu falo também à imprensa a comunicar o afastamento do caso. Ainda hoje.

Chefe, a inspetora Macedo está a ser muito correta, como deve ser, e todos esperamos isso dela, mas eu queria deixar claro que eu também tenho responsabilidades nisto. Sobretudo porque fui eu que deixei isto arrastar durante este tempo todo. Ninguém estava à espera deste desfecho, mas eu sou a pessoa que tem o caso há mais tempo nas mãos, por isso se há alguém que tem que sofrer consequências, sou eu, claramente.

Olha-me estas aves raras. Agora queriam os dois de vela. Já interrogaram os policiais que estavam de serviço em Monsanto?

Sim, uma primeira vez quando fomos ao local. Voltamos lá hoje à tarde.

Como é que desaparecem três minutos de sinal de vídeo?

É difícil imaginar outro cenário que não o de um eco ao sistema de vigilância.

Eu tenho aqui uma teoria, eu acho que há alguém infiltrado na prisão.

Muito cuidadinho com essas tuas ideias. Não te esqueças que estás há um mês atrás do miúdo e quando um culpado vos cai no colo, evapora-se logo da cela. Não vamos começar a dizer coisas em voz alta sem termos a certeza absoluta do que aconteceu, ou melhor, do que está a acontecer. Qual é o vosso palpite em relação a este Marco Resende? Acham que foi ele a raptar o miúdo? Se foi ele, acham que o fez sozinho? Terá alguma coisa a ver com o Filipe Delgado?

Tudo indica que não tem nada a ver um com o outro. Nós não encontramos nenhuma ligação, nem com ele, nem com nenhum dos miúdos presentes lá na festa.

O primeiro rapto do Zé foi premeditado pelo Filipe Delgado e levado a cabo por ele e pelos dois amigos. Agora, o segundo rapto, não temos a certeza se foi planeado ou não. Agora, aquilo que nós achamos é que os três miúdos que se queriam vingar do Zé já estariam sob vigilância do Marco Resende e ele aproveitou-se do plano para capturá-lo mais facilmente e pedir um resgate.

Ou pra o fazer desaparecer. E para responder à sua primeira pergunta, não. Nós não achamos que o Marco Resende tinha o perfil, nem os recursos de um lobo solitário para conseguir fazer tudo isto sozinho. Para além disso, ele nem sequer parava de dizer que tudo isto estava muito acima dele e de nós.

Portanto, falta-vos o verdadeiro culpado.

É isso.

Então vão pra rua apanhar um gás qualquer que seja. A notícia do Resende estar cá puto já se espalhou. Têm até o final do dia pra fazer uma detenção que abafe esta conversa e dê boa imagem à judiciária de uma vez por todas! Senão, não é a cabeça de um ou de outro que vai rolar, é a cabeça dos dois. Entenderam?

Sim, chefe.

Então repete lá as ordens pra eu ter a certeza que a mensagem passou.

Fazer uma detenção hoje.

Finalmente falamos a mesma língua. Vá, saiam daqui pra fora!

Zé. Zé. Alô? Então, como é que estás?

Hã?

Desliga essa merda. Toma, fiz-te um chá.

Chá?

Não é o que bebem as pessoas que estão com balidas?

Tu nunca fizeste chá na vida.

Água quente e saco de té lá pra dentro. Feito.

Vindo de ti, prefiro não arriscar.

Estás mais espreitado, vejo.

O pai.

Deve estar a chegar. Como é que correu?

Do caralho.

Ui! Sabes o que é que ele vem cá fazer, não sabes?

Sei.

E o que é que lhe vais dizer? Zé, eu posso ajudar-te, mas tu é que tens de saber dizer não ao pai.

Eu sei. Mas depois de tudo que ele fez por mim, é difícil.

Tu tens que separar as águas. Uma coisa é ele ajudar-te com o que pode, que no fundo é ser teu pai. Outra coisa é ele usar-te pra campanha e forçar-te a fazer coisas que tu não queres fazer. Isso chama-se abuso.

O que queres que eu te diga, Guigas? És a pessoa com mais força de vontade da família.

Não. Força de vontade é o senhor dono disto tudo que tem. O que eu tenho é inteligência emocional.

Zé, Guigas.

Olha, está o meu diabo.

Estão aqui todos. Como é que te sentes, filho?

Bem, estão prontos para ir?

Eu não me meto mais nisso. Já fiz o favor ontem, portanto não me apanham outra vez à frente das câmaras em modo de família feliz.

Guigas.

E acho que o Zé também não está com muita vontade, se queres mesmo saber.

Para de tentar influenciar o teu irmão. Ele é maior e vacinado, consegue responder pela própria boca. Zé, é a última coisa que eu te peço. Jantamos já no hotel, ficamos a ver os resultados finais no quarto e descemos para celebrar a vitória. És o centro do discurso, tu tens que estar ao meu lado. Depois disso, fazes o que tu quiseres.

Eu não sei. Eu logo vejo, pai.

Zé, não me faças isto agora. Tu tens que vir comigo. Têm vir os dois, aliás.

Desculpa não acompanhar o que parece vir a tornar-se numa bela discussão, mas eu tenho uma chamada para fazer. Eu depois vejo os festejos da grande noite eleitoral nas notícias.

Se saíres por essa porta e não vieres conosco, podes deixar as chaves de casa comigo. Vais viver com o teu amigo da pulseira eletrónica, aqui não voltas a entrar.

O quê? Estás a falar a sério ou é mais uma das tuas promessas de campanha?

Espera por domingo para ver se é verdade ou não.

Ok.

Guigas, espera.

Está tudo bem, Zé. Não te preocupes.

Judiciária, boa tarde!

Boa tarde. Eu queria fazer uma denúncia.

Que tipo de denúncia?

É sobre o caso do Vicente Valbom. Do José Valbom, aliás. Eu queria avisar que o pai do miúdo raptado reapareceu, o Vicente Valbom. Eu acho que ele esteve diretamente implicado no rapto do filho. Estão a ouvir?

Sabia que chamadas falsas para a polícia são puníveis por lei? As denúncias caluniosas são crime, minha senhora.

Não. O meu nome é Sofia Brito, sou assessora do engenheiro Vicente Valbom e porta-voz da campanha e queria dizer que-

Vou desligar, com licença.

Eu sinto que ele está completamente hipnotizado. Já não sei o que é que hei de fazer para rebentar a bolha.

Se calhar é mesmo isso, foi hipnotizado.

Há anos. Por isso é que o feitiço é inquebrável.

Por que o teu pai é tão insistente? O cara acabou de vir de um mês de um campo de férias de tortura. Não é que não tenha merecido, mas se eu fosse o pai dele, não o estava a arrastar para a frente das câmaras para mostrar o boneco do filho para parecer o salvador da pátria.

Tu não sabes como é que o meu pai pensa. É óbvio que ele se vai aproveitar disto até domingo ou mais tempo. Sei lá. Coitado do Zé.

Achas mesmo que ele estava a falar a sério?

Quem?

O teu pai. Com a conversa de não te deixar voltar para casa.

Não sei. Sim e não.

Pareces muito preocupada.

Não estou. Ainda não decidi. Qualquer coisa posso ficar aí contigo, não é?

Eu ia sugerir pedires abrigo no Labareda. Devem ter lá camas.

Engraçadinho. Para quem diz que nunca lá foi. Eu cheguei a devolver-te a caixa de fósforos do bar?

Não. E estou a ponderar ligar à polícia. O que foi, Guigas?

Tu tens razão. Está aqui no quarto, mas onde é que eu vi?

Guigas? Fala comigo, estás a deixar-me nervoso.

Eu vi uma coisa no escritório do meu pai. Eu tenho quase a certeza que-- Cabrão. Está aqui, igualzinho. Eu sabia. Já te ligo, dá-me dois minutos.

O que foi?

Onde é que está? Onde é que está? Inspetor Durães?

Aquilo que já era uma sala em polvorosa após o anúncio dos resultados eleitorais, torna-se agora numa verdadeira festa de arromba, com a chegada do vencedor da noite, Vicente Valbom. Vamos aqui aproximar-nos para tentar ouvir.

Conseguimos! Dá cá um abraço, amigo. Qual é agora? Onde é que se meteu a Sofia? Alguém a viu? Zé, anda, senta aqui ao lado de pai.

Vicente Valbom sobe agora ao palco, juntamente com o filho José. Vamos escutar o discurso.

Obrigado, muito obrigado! Meus amigos, minhas amigas, conseguimos! Obrigado. É com enorme alegria que eu celebro convosco a grandiosa vitória do Movimento Juntos por Lisboa nestas eleições. Obrigado. Após uma campanha difícil E sobretudo, após o mês mais negro da minha vida, eu posso dizer aqui em voz alta que sou o homem mais feliz desta cidade. Não só provámos que as lisboetas e os lisboetas querem uma mudança profunda para melhor e que se identificaram plenamente com o nosso projeto, mas sobretudo, porque pude abraçar o meu filho, que regressou a casa pelo próprio pé, depois de ter fugido aos criminosos que o raptaram. Um momento, obrigado. Quero deixar um enorme agradecimento a todos os cidadãos e cidadãs que manifestaram o seu voto, deslocando-se às urnas de forma ordeira para decidir o futuro desta grande cidade. Deixo também uma palavra ao candidato Aníbal de Freitas. Não, calma. Eu sou uma pessoa justa. O candidato Aníbal de Freitas já me telefonou a felicitar pela vitória, a quem eu disse aquilo que vos digo aqui agora: a política é uma das dimensões maiores da nossa vida, presente em tudo, mas mais importante do que a política é a família. E o candidato Aníbal de Freitas, ao ter maltratado o meu filho e a minha família, só merece o meu desrespeito. O nosso trabalho começa agora. A nossa visão e a nossa missão para a capital começam a ser implementadas neste momento. Quero dizer a todos os lisboetas e a todas as lisboetas que tudo farei para melhorar as suas vidas no que toca à cidadania da nossa linda Lisboa. Mas antes de pôr as mãos à obra, eu quero dar uma palavra de apreço ao meu filho, José Valbom. É a ti que dedico esta vitória, Zé. Tens uma força e uma coragem que me enchem de orgulho e que eu gostaria de ter. Obrigado pela tua luta e obrigado por seres uma inspiração para mim. Viva Lisboa!

Viva o Valbom!

Conseguimos, Zé. Costas, conseguimos.

Boa, vou-me embora.

Mais meia hora, até eu fechar esta jornada.

Pai, já chega. Já ganhaste, já tens o que querias. Vou bazar.

Ouve o que eu te digo, meu fedelho. Tu vais ficar aqui plantado neste palanque até eu dizer que tu podes ir embora, ouviste? Senão ligo a outro gajo qualquer para te raptar e prender de novo, e desta vez ficas lá durante um ano para ver se aprendes a piar fininho.

Tu és nojento. És uma merda.

Todo o respeitinho, tu estás a falar com o teu pai e presidente da Câmara.

Vicente Valbom troca o que parecem ser agora palavras carinhosas com o filho, claramente ainda combalido, mas decidiu estar ao lado do pai neste discurso da vitória.

Vitória! Viva Lisboa!

Atenção, entram neste momento vários agentes vestidos com coletes da Polícia Judiciária. São cinco, sete, seguramente mais de três agentes que invadem agora pelo salão do hotel onde nos encontramos. Muita confusão. Não percebo ainda bem se há alguma ameaça no local, mas alguns agentes sobem agora ao palco e dirigem-se ao púlpito. Senhoras e senhores, Vicente Valbom é algemado pela polícia. Como poderão ver aí em casa, o presidente da Câmara, que acaba de ser eleito, está totalmente atônito face ao que se está aqui a passar, como de resto está toda a gente aqui presente. Eu próprio não percebo bem o que está a acontecer, mas Vicente Valbom é agora levado pelos agentes da Judiciária, algemado, numa altura em que continuam a entrar na sala mais polícias. Vicente Valbom é levado para fora deste local. Um discurso de vitória, no mínimo, insólito.

Imagens já difundidas por todo o país de um desesperado Vicente Valbom a ser detido por agentes da Polícia Judiciária em pleno discurso de vitória após vencer as eleições da presidência da Câmara Municipal de Lisboa. Vitória eleitoral que foi prontamente anulada, visto que Valbom se encontra detido preventivamente aqui atrás de mim, no edifício da Judiciária, onde aguarda transferência para um estabelecimento prisional para ser julgado por múltiplos crimes, incluindo os de rapto agravado, coação grave e corrupção ativa. Um final macabro para esta história longa de sequestro de José Valbom, de 25 anos, que desapareceu durante a sua festa de anos e conseguiu fugir aos captores e regressar a casa um mês após ter sido raptado. Uma história que vamos acompanhar ao longo de-- atenção, interrompo aqui o meu relato porque, como poderão ver pelas imagens registradas pelo nosso operador, acabam de sair da porta principal da Judiciária os dois inspetores responsáveis pela investigação. Vamos tentar aproximar-nos e ver se querem dar algumas declarações. Inspetor Boa tarde. Em direto para a Notícias 3, já correu o interrogatório a Vicente Valbom.

Eu peço desculpa, eu prometi a mim mesmo que não falava mais com os jornalistas. Não me levem a mal. Se quiserem endereçar as questões à chefia do caso, talvez a inspetora Macedo vos queira responder.

Inspetora Macedo, considera que foi o seu contributo que ajudou a investigação a chegar finalmente ao verdadeiro culpado?

Do pouco que vos posso dizer nesta altura, queria sobretudo salientar o valioso trabalho de toda a equipa da Polícia Judiciária envolvida no caso. A começar pela ação do meu colega João Durães. Sem ele, nada disto chegaria a bom porto.

Sabemos que há mais detenções a acontecer noutros locais, nomeadamente num bar noturno no centro da cidade. Confirma que estas detenções estão relacionadas com o caso Valbom?

Mais uma vez, não posso adiantar grande coisa, mas para além de elogiar os meus colegas, quero também agradecer o bom senso das pessoas que decidiram denunciar o suspeito e reportar as suas atividades à polícia. Penso que é importante referir a coragem e boa cidadania dessas pessoas para que outras consigam seguir o exemplo e fazer o mesmo.

Foi alguém da família do Vicente Valbom que o denunciou?

Não posso fazer mais comentários. Obrigada também a vocês pelo vosso trabalho.

Inspetor e inspetora, só mais uma questão. Onde está José Valbom nesta altura? Qual o seu estado de saúde física e mental?

O José está numa casa de família a recuperar de tudo o que passou nas últimas semanas. Está ao cuidado da família e à guarda da polícia, por isso está bem, esperamos.

E nós podemos garantir que ele não vai desaparecer outra vez.

Pode sair, prisioneiro. Sempre em frente, ao fundo do corredor. É esta a sua cela.

Foda-se, é isto? Já chega de brincadeira. Tira-me lá as algemas e leva-me à porta das traseiras que eu tenho mais que fazer. Eles já gravaram tudo o que tinham a gravar lá fora. Bom trabalho. Já chegou?

"O Candidato Perfeito" é um podcast de ficção para ouvir em oito episódios, produzido pela Coyote Vadio e pelo Observador. É escrito por David Neto e Manuel Pureza, com realização de Manuel Pureza, direção de elenco de Rita Tristão da Silva e assistência à realização de Clara Godinho. A direção de som, sonoplastia e música do genérico são de Artur Costa. José Raposo é Vicente Valbom, Tiago Teotónio Pereira é José Valbom, Madalena Almeida é Margarida Valbom, Vera Moura é Sofia Rito, Paulo Calatré é João Durães, Susana Brandão é Teresa Macedo, Sara Matos é Inês Oliveira, Vicente Wallenstein é Filipe Delgado, Pedro Laginha é César Pontes, Carla Andrino é Mila Valbom, Francisco Beatriz é Aníbal Freitas. Este episódio tem a participação especial de Carla Jorge de Carvalho, Ricardo Conceição, Rita Camar네iro, David Neto e Rita Tristão da Silva.