Estudantes das universidades da Hungria podem voltar ao programa Erasmus

"O Erasmus regressa às universidades húngaras", anunciou hoje a ministra húngara da Educação, Judit Lannert, através das redes sociais, referindo-se ao programa de intercâmbio académico tutelado pela Comissão Europeia.

A governante salientou que as reformas do governo em exercício desde 09 de maio foram implementadas até ao final de agosto, a tempo de as universidades regressarem ao programa em 2026/27.

Em dezembro de 2022, a UE suspendeu a participação de 21 instituições húngaras nos programas Erasmus e Horizon, após reformas operadas pelo governo de Orbán, primeiro-ministro entre 2010 e 2026, ano em que foi derrotado por Magyar nas 'urnas'.

Em abril de 2021, a Hungria criou "fundações de interesse público" para gerir universidades, estruturas que a União Europeia considerou incompatíveis com as suas normas, devido à presença de políticos alinhados com o governo.

Apenas as universidades que rejeitaram o novo modelo, apesar da pressão estatal, permaneceram nos programas europeus, entre elas a 'prestigiada' Universidade Eötvös Loránd, em Budapeste.

Após o veto, o governo de direita populista de Orbán substituiu o Erasmus por seu próprio programa, o Panónia, com um alcance menor do que o do programa europeu.

Na sequência da vitória eleitoral de abril, a maioria parlamentar do Tisza, partido de direita conservadora de Magyar, aprovou várias reformas que ditaram o encerramento das fundações que tutelavam as universidades.

No fim de maio, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e Magyar anunciaram que o Erasmus seria restabelecido para todas as universidades da Hungria.

Judit Lannert adiantou que os estudantes das universidades húngaras já se podem candidatar ao programa Erasmus, embora vários órgãos da imprensa húngara salientem que as instituições vão precisar de restabelecer as suas ligações académicas internacionais, em primeiro lugar.

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