EUA elevam a 20 navios desviados no bloqueio a portos iranianos

© U.S. Central Command /Handout via REUTERS

O total, até 29 de julho, foi avançado na quarta-feira numa mensagem nas redes sociais pelo CENTCOM, que assegurou que as suas forças "continuam a aplicar rigorosamente o bloqueio contra o Irão".

Com múltiplos recursos militares posicionados em águas regionais, como porta-aviões e contratorpedeiros de mísseis guiados, a Marinha norte-americana mantém um bloqueio naval de portos e litorais iranianos, aplicado a embarcações "de todas as nações".

"A liberdade de navegação é mantida para as embarcações que transitam pelo estreito de Ormuz, exceto para as que entram ou saem de portos iranianos", ressalvou o CENTCOM.

Na madrugada de quarta-feira, a Guarda Revolucionária do Irão reivindicou ter intercetado e detido três petroleiros que navegavam por uma rota "insegura e ilegal" através da via navegável estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, atualmente sob duplo bloqueio imposto por Washington e Teerão.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã confirmou ter mantido conversas com os homólogos do Irão, Qatar, Kuwait, Arábia Saudita e Egito para debater um "acordo justo" sobre a navegação no estreito de Ormuz.

No final de junho, Omã criou, com o apoio dos Estados Unidos, um corredor marítimo temporário isento de taxas para facilitar a passagem pelo estreito.

O Irão respondeu com ataques a embarcações que utilizavam essa rota, o que levou Washington a intensificar os bombardeamentos em território iraniano.

O Irão e os Estados Unidos tinham suspendido os confrontos no fim de semana, após quase duas semanas de ataques diários.

Os Estados Unidos realizaram na quinta-feira a última vaga de bombardeamentos contra a República Islâmica, no 13.º dia consecutivo de ataques desde o colapso do cessar-fogo aceite pelas partes em junho, para interromper as hostilidades e como forma de abrir espaço para negociações de um acordo de paz definitivo.

As conversações são centradas no levantamento do bloqueio militar do Irão ao tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz e no programa nuclear iraniano.

Segundo o Axios, as negociações estão a ser desenvolvidas sobretudo por Irão e Omã, mas Qatar, Paquistão, Egito e os enviados da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, estão igualmente bastante envolvidos.

Trump afirmou na segunda-feira que as negociações com o Irão têm "boas hipóteses" de produzir resultados, após a suspensão por vários dias consecutivos de ataques contra a República Islâmica.

O Irão avisou, no entanto, não estar envolvido em quaisquer negociações com os Estados Unidos, apesar da recente cessação das hostilidades entre os dois países e dos relatos de contactos dos países mediadores do Médio Oriente com a diplomacia de Teerão.

O líder da Casa Branca afastou, por outro lado, quaisquer preocupações sobre uma eventual escassez de munições após vários meses de ataques contra o Irão desde o início da ofensiva israelo-americana, em 28 de fevereiro.

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