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O Exército americano anunciou nesta segunda-feira, 24, ter atacado uma embarcação que, segundo Washington, seria utilizada para o tráfico de drogas no Oceano Pacífico, uma ação que matou duas pessoas. A ação reanima a chamada Operação Lança do Sul, uma campanha de bombardeios concentrados na América Central e no Mar do Caribe com objetivo de impedir ilícitos de chegarem aos Estados Unidos.
O Southcom, comando militar americano responsável pela América do Sul, afirmou em uma publicação no X (ex-Twitter) que o ataque, executado no domingo, teve como alvo uma embarcação “que operava ao longo de rotas de narcotráfico estabelecidas no Pacífico oriental”.
“This operation is a clear and decisive reminder that SOUTHCOM is taking the fight directly to the cartels.”
On August 23, under #SOUTHCOM Commander Gen. Francis L. Donovan’s direction, Joint Task Force Western Hemisphere executed a lethal kinetic strike on a low-profile vessel… pic.twitter.com/aIw1qn36gd
— U.S. Southern Command (@Southcom) August 24, 2026
“Informações de inteligência confirmadas revelaram a participação ativa da embarcação no narcotráfico. Esta operação é uma recordação clara e contundente de que o Southcom está levando a luta diretamente aos cartéis”, completou a nota.
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As imagens em preto e branco que acompanham a publicação mostram uma embarcação avançando no mar antes de uma grande explosão.
O governo do presidente Donald Trump insiste que está em guerra com o que chama de “narcoterroristas” na América Latina e, desde setembro do ano passado, ataca embarcações supostamente utilizadas para levar drogas a território americano. Até o momento, no entanto, não foram apresentadas evidências de que os seus alvos navais estariam, de fato, envolvidos no tráfico de drogas.
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Com o novo ataque, o número de mortos em mais de trinta operações do tipo desde o ano passado passou de 220, segundo um levantamento da agência de notícias AFP. Analistas jurídicos e organizações de direitos humanos afirmam que os ataques podem constituir execuções extrajudiciais, uma vez que aparentemente tiveram entre seus alvos civis que não representam uma ameaça imediata para os Estados Unidos.
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