Família de Charlie Kirk alega negligência de Utah e da sua universidade

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Segundo a família de Kirk, a negligência e as falhas de segurança terão permitido o assassinato do fundador da Turning Point USA.

"Através de uma série de falhas surpreendentes e decisões imprudentes, as partes da UVU criaram um perigo previsível para Charlie", afirma o documento legal ao qual a agência de notícias espanhola EFE teve acesso.

O documento também alega que, devido a esses aspetos, Kirk ficou "desprotegido perante o atirador que disparou do telhado", o que poderia ter sido evitado se a universidade tivesse tomado "medidas razoáveis para planear e supervisionar o evento" de forma segura.

Kirk morreu a 10 de setembro de 2025, com 31 anos, depois de ter sido atingido por uma bala enquanto falava num debate ao ar livre no campus realizado pela organização conservadora Turning Point USA, de que foi cofundador e que dirigiu.

O evento contava com cerca de 3.000 pessoas, mas a universidade apenas colocou seis agentes da polícia para garantir a sua segurança, segundo o documento, que afirma que o chefe da polícia do campus, Jeffrey Long, tinha solicitado mais agentes à então presidente da UVU, Astrid Tuminez, mas o seu pedido foi recusado.

O documento sustenta também que a universidade ignorou um alerta específico sobre o risco que os telhados representavam sem vigilância perto do palco.

De acordo com a família, o pessoal da Turning Point USA avisou Long sobre um possível acesso de estudantes a um telhado próximo do local onde Kirk iria falar e pediu que fosse controlado o acesso ou que se permitisse a presença de um membro da sua própria segurança.

O chefe de polícia respondeu: "Eu trato disso", o que, segundo o documento, levou a organização a assumir que a universidade tinha a situação sob controlo.

A reclamação também aponta que a UVU não monitorizou as câmaras de segurança em tempo real, porque se isso tivesse sido feito, teria permitido detetar o atirador quando este atravessou o telhado do edifício Losee em direção ao que as imagens mostraram depois como um "ninho de atirador".

Além disso, denuncia que após o ataque não havia pessoal de primeiros socorros disponível nem ambulância no local, pelo que Kirk foi transportado para o Hospital Regional Timpanogos num veículo particular.

A família argumenta que a universidade e as suas autoridades incorreram tanto numa violação do devido processo constitucional por "perigo criado pelo Estado" como em negligência ao abrigo da lei de morte injusta de Utah.

Tyler Robinson, de 22 anos, está acusado de ter disparado contra Kirk e enfrenta um processo penal separado por homicídio.

No início do mês, um juiz ordenou que o caso vá a julgamento, mas ainda não foi marcada uma data para o seu início. Se for considerado culpado, Robinson, que se entregou um dia depois do assassinato, poderá enfrentar pena de morte.

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