A escolha encerra de vez a disputa que se arrastou por meses em torno da escolha do representante da federação na chapa da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), que tem direito de lançar dois nomes ao Senado. O outro candidato é o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD).
O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho também pleiteava a indicação, mas, como o PP tem mais votos dentro da federação, quem foi o escolhido foi Eduardo da Fonte, que preside tanto o Progressistas quanto a o diretório estadual da federação.
Participaram da convenção lideranças do PP, como o presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI). Pelo União Brasil participaram do encontro o deputado federal Fernando Bezerra Filho e o estadual Antônio Coelho.
A convenção foi fechadada a membros da federação. No local, Eduardo da Fonte falou com a imprensa e disse que a aliança reúne lideranças de diferentes regiões do estado e destacou o tamanho da composição política formada pela União Progressista em Pernambuco.
“Uma construção de união, buscando aqui agentes de todas as regiões do estado de Pernambuco, é uma grande convenção partidária que irá homologar a candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado em uma construção política feita a várias mãos, mostrando a Pernambuco as conquistas que trouxemos para o nosso estado e juntando o maior time político da história de Pernambuco na Federação União Progressista", disse.
Disputa por vaga
A candidatura de Eduardo da Fonte se consolidou após vencer Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil, dentro de uma disputa interna na federação formada por PP e União Brasil.
Eduardo da Fonte tenta se viabilizar candidato à vaga desde pelo menos o início do ano. Até então, Miguel Coelho e seu partido estavam ligados ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), principal adversário da governadora Raquel Lyra.
Miguel era um dos possíveis candidatos ao Senado na chapa de João Campos, mas sua candidatura competia com diversos outros nomes no grupo da Frente Popular de Pernambuco, como o do senador Humberto Costa (PT), da ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) e do então ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos).
Dias depois, ele rompeu com João Campos e disse que o União Brasil "ficou refém" de um projeto que excluiu o partido. O grupo político dos Coelho passou, então, a integrar a base de apoio da governadora, com quem Miguel passou a participar de agendas políticas e de entregas de obras em todo o estado.
Após a aproximação de Miguel Coelho e Raquel Lyra, Eduardo da Fonte chegou a conversar com o grupo de João Campos, mas uma possível aliança não foi para frente, e o ex-prefeito do Recife anunciou Humberto Costa e Marília Arraes como seus candidatos ao Senado.
No fim de junho, a federação fez uma reunião em que aprovou o nome de Eduardo da Fonte como pré-candidato ao Senado, já que o PP detém maioria dos filiados entre os dois partidos. A decisão foi ratificada pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, mas desautorizada pelo dirigente nacional do União Brasil, Antônio Rueda.
Com isso, o imbróglio seguiu. Os dois partidos se reuniram diversas vezes com a governadora Raquel Lyra, mas nada foi definido até este último fim de semana de convenções partidárias, quando Miguel abriu mão da disputa.
Trajetória de Eduardo da Fonte
Convenção oficializa Eduardo da Fonte (PP) como candidato a senador pela Federação União Progressista — Foto: Rafael Souza/g1
Eduardo da Fonte Albuquerque Silva é político e deputado federal por Pernambuco. Presidente estadual do PP, está no quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados e é uma das principais lideranças da legenda no estado. É pai do também deputado federal Lula da Fonte (PP), com quem fez campanha conjunta nas eleições de 2022.
Eduardo da Fonte foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2006, com 110.061 votos, e tomou posse em fevereiro de 2007. Desde então, conseguiu se reeleger em todas as disputas para a Câmara das quais participou, nas eleições de 2010, 2014, 2018 e 2022.
Em sua primeira legislatura, assumiu o cargo de segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, em 2010 até 2012, e foi eleito por unanimidade Presidente da Comissão de Minas e Energia em 2013.
Nas eleições de 2022, Eduardo da Fonte foi reeleito deputado federal para o quinto mandato consecutivo com 124.850 votos, e também conseguiu eleger seu filho, Lula da Fonte, que obteve 94.122 votos.
Agora, após cinco mandatos consecutivos e quase 20 anos como deputado federal, Eduardo da Fonte tenta disputar pela primeira vez uma vaga no Senado.
Calendário de convenções
As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é esta quarta-feira (5).
Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para:
- presidente;
- governador;
- Senado (duas vagas por estado);
- deputado federal;
- deputado estadual.