FNS2026. Alterações climáticas obrigam seguradoras a repensar gestão do risco

Portugal foi atingido este ano por um comboio de tempestades que provocou 210 mil sinistros e 1,3 mil milhões de euros em indemnizações, mais um sinal dos efeitos das alterações climáticas. Foi neste contexto que decorreu o painel “Como as seguradoras podem navegar as alterações climáticas”, na 5.ª edição do Fórum Nacional de Seguros, na Alfândega do Porto.

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O painel “Como as seguradoras podem navegar as alterações climáticas”, moderado por Marta Leite de Castro, juntou Rui Esteves, Co-líder do Impact Center for Climate Change da Fidelidade, e João Mestre, Diretor de Sustentabilidade da Fidelidade em debate.

Rui Esteves, Co-líder do Impact Center for Climate Change da Fidelidade, e João Mestre, Diretor de Sustentabilidade da Fidelidade, trocaram ideias sobre o papel do setor segurador face aos desafios climáticos.

“Nos vários setores, o tema da mitigação, ou seja, da redução da pegada de carbono, tem sido o foco. É importante deixar a mensagem de que isso é crucial”, começa por afirmar João Mestre. O responsável nota, no entanto, que o papel do setor segurador nesta equação é maior do que parece: “Normalmente, a sociedade não olha para as seguradoras como uma indústria com maior responsabilidade sobre as alterações climáticas. Não somos daquelas indústrias muito ligadas às alterações climáticas, mas as seguradoras fazem duas coisas: seguram esses negócios e investem também neles.”

Rui Esteves alertou para a complexidade acrescida que os cenários climáticos futuros trazem à atividade seguradora. “Quando olhamos para os cenários climáticos verossímeis que temos pela frente, eles vão ser condicionados por aquilo que estamos a fazer hoje em termos de mitigação mas, até 2050, os cenários não diferem muito. As grandes diferenças acabam por surgir depois dessa data. Aquilo que estamos a fazer vai ter impactos daqui a muitos anos”, explica. Para o responsável, isto traz desafios acrescidos ao setor: “O mercado segurador tem de estar preparado para aquilo que ainda vai acontecer, mas há aqui uma dimensão de complexidade adicional, que é aquilo que ainda não sabemos que vai acontecer, e isso obriga-nos a uma preparação diferente.”

Veja aqui na íntegra o painel “Como as seguradoras podem navegar as alterações climáticas”, que reúne Rui Esteves e João Mestre.

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