Os fogos florestais que ardiam em Penafiel, no Porto, e em Vila Verde, no distrito de Braga, entraram em resolução esta manhã, mantendo-se ativo apenas o incêndio que também deflagrou na segunda-feira em Rochoso, no distrito da Guarda, estando a ser combatido por mais de 300 operacionais.
Pelas 9h00, encontravam-se no combate a este incêndio 313 bombeiros, apoiados por 89 viaturas e seis meios aéreos.
De acordo com fonte da Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, contactada pela Lusa, continuam ativas as duas frentes de incêndio, que lavra em locais de difíceis acessos. Uma das frentes tem um quilómetro e a segunda dois quilómetros de extensão.
No balanço anterior, efetuado pelas 23h30 de segunda-feira, fonte da ANEPC indicava que no combate a este fogo cinco operacionais da Proteção Civil sofreram ferimentos leves.
Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse na segunda-feira à noite que alguns animais ficaram feridos, entre cães e equídeos, na localidade de Luzim, no concelho de Penafiel.
Às 9h00 mantinham-se no local 209 operacionais e 70 veículos.
Já o fogo que deflagrou às 12h00 de segunda-feira em Barros, Vila Verde, distrito de Braga, entrou em resolução às 03h22 de hoje, disse à Lusa fonte do comando sub-regional do Cávado da Proteção Civil.
No local mantinham-se, pelas 9h00, 114 operacionais, apoiados por 33 meios terrestres.
Na segunda-feira à noite, fonte de proteção civil disse à Lusa que dois operacionais ficaram feridos e um foi assistido no decorrer do combate às chamas neste incêndio.
O vento e o acentuado declive do terreno foram as principais dificuldades dos operacionais no terreno.
GNR deteve em sete meses 155 suspeitos atearem incêndios florestais
A GNR deteve, nos primeiros quase sete meses deste ano, 155 suspeitos de prática do crime de incêndio florestal, depois de em 2025 ter registado 5.301 crimes ligados a este delito, foi hoje revelado.
Na data em que se assinala o Dia Mundial da Conservação da Natureza, a GNR refere em comunicado que até 27 de julho, segunda-feira, foram detidas 155 pessoas pela prática do crime de incêndio florestal.
A GNR revela também que, no âmbito do combate aos ilícitos ambientais e da salvaguarda da fauna selvagem, registou no ano passado 5.301 crimes de incêndio florestal, 88 crimes de poluição e 11 crimes de danos contra a natureza.
Foram, ainda, recolhidos e recuperados 4.279 animais selvagens, dos quais 2.852 foram entregues ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), destacando-se as aves de rapina noturnas, como corujas e bufos-reais.
Recordando que o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), enquanto polícia ambiental nacional, desempenha um papel central na vigilância, fiscalização, notícia e investigação de infrações à legislação de proteção da natureza, do ambiente e do património natural, a GNR sublinha que as ações desenvolvidas pelos militares e civis deste serviço contribuem de forma decisiva para a recuperação de habitats e a salvaguarda de espécies em risco de extinção.
É nesse âmbito, refere a guarda, que a GNR participa no Programa LIFE da União Europeia (Instrumento Financeiro para o Ambiente e a Ação Climática), focado no restauro da natureza, na travagem da perda de biodiversidade e na transição para uma economia sustentável e neutra para o clima.
São exemplo desses projetos, o LIFE Lynxconnect que visa o aumento da população de Lince-ibérico e o reforço da conectividade entre as subpopulações de Portugal e Espanha, bem como o LIFE Aegypius Return: centrado na proteção do Abutre-preto, espécie classificada com o estatuto de "criticamente em perigo".
A guarda destaca também o LIFE Wild Wolf que tem como objetivo capacitar as autoridades na gestão e prevenção de conflitos entre a atividade humana e o Lobo-ibérico, promovendo a coexistência e preservando a natureza selvagem da espécie, ou o LIFE Rupis, um projeto focado no reforço das populações de Britango (Abutre-do-Egito) e Águia-de-Bonelli no Douro Internacional.
"A Guarda, através do SEPNA, reafirma o seu compromisso diário na defesa do património natural, da biodiversidade e da segurança ambiental de todos os cidadãos", indica a GNR.
Para denúncias de infrações ambientais devem ser considerados os seguintes contactos: Linha SOS Ambiente e Território: 808 200 520, denúncia 'online' no portal institucional em www.gnr.pt ou o correio eletrónico [email protected].

Sete operacionais ficaram feridos nos fogos na Guarda e Vila Verde
Cinco operacionais sofreram ferimentos leves no incêndio que continua ativo na Guarda, enquanto dois operacionais ficaram feridos e um foi assistido no fogo de Vila Verde (Braga), adiantou na segunda-feira à noite à Lusa fonte da Proteção Civil.
Lusa | 00:15 - 28/07/2026