Segundo a polícia, o motorista responsável pelo atropelamento é o empresário chinês Guofang Huang. Ele fez o teste do bafômetro, que apontou embriaguez, e foi preso em flagrante. Ao delegado, teria admitido que assumiu o risco de matar ao dirigir após consumir bebida alcoólica.
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O caso se soma a uma série de acidentes recentes envolvendo motoristas suspeitos de dirigir sob efeito de álcool na capital paulista.
Na semana passada, o advogado Jeferson Nascimento bateu em uma motocicleta e, em seguida, passou por cima do motociclista. Imagens mostram o advogado deixando uma casa noturna com um copo na mão antes do acidente. Ele está foragido. A vítima, Cid Baldacci Correia, de 66 anos, recebeu alta hospitalar.
Outro caso citado é o do sargento da Polícia Militar Fábio Ferreira de Souza, morto após ser atingido por um carro que trafegava na contramão em uma avenida movimentada. O motorista, Bruno Sales Shimizu, de 22 anos, havia saído de uma balada onde gastou cerca de R$ 3 mil em bebidas alcoólicas. Segundo as investigações, quando tinha 17 anos, ele já havia atropelado e matado outro motociclista no interior de São Paulo.
Em outro acidente, Paulo César de Araújo Ribeiro bateu em um carro, que atingiu uma mulher. Em seguida, atropelou e matou Raielly Oliveira, de 24 anos, e fugiu sem prestar socorro. De acordo com o boletim de ocorrência, ele estava bêbado, dirigia sem carteira de habilitação e em alta velocidade.
Mesmo assim, foi colocado em liberdade pela Justiça. No sábado, familiares e amigos de Raielly realizaram um protesto.
Segundo dados do Ministério dos Transportes, 68% dos motoristas envolvidos em atropelamentos registrados no Brasil neste ano são suspeitos de terem consumido bebida alcoólica.
Para o especialista em trânsito Sérgio Ejzenberg, o principal desafio não é criar leis mais rígidas, mas garantir fiscalização e punição para quem desrespeita as regras.
“Se você fiscaliza e coloca perante a Justiça os criminosos do trânsito, eles pagarão seu preço e servirão de exemplo para a população do que não fazer”, afirmou. Segundo ele, “não precisa endurecer mais nada, basta cumprir o que já está aí”.