28 Ago 2026 · Android
A Google prepara uma verdadeira revolução na forma como as apps gerem os recursos dos smartphones. Com a subida de preços da RAM e a necessidade de manter equipamentos acessíveis no mercado, a gigante tecnológica decidiu intervir diretamente na Google Play Store. A diretriz quer travar o consumo descontrolado de RAM e garantir uma experiência de utilização mais fluida no Android.
Os programadores vão ter de adaptar todo o seu código a novos limites de desempenho bastante rigorosos. O objetivo passa por erradicar aplicações mal otimizadas que sobrecarregam o sistema operativo e provocam lentidão desnecessária. Trata-se de uma resposta prática a um desafio estrutural que afeta toda a indústria dos dispositivos móveis.
Novas regras de memória RAM chegam à Google Play Store
As alterações entram em vigor a partir de fevereiro de 2027 e abrangem métricas muito claras de consumo. A Google definiu limites rígidos para o uso de memória dinâmica, alocação de imagens bitmap e obrigatoriedade de otimização de ficheiros DEX em pelo menos vinte e cinco por cento. Desta forma, assegura-se que os processos em segundo plano deixam de monopolizar recursos vitais dos equipamentos.
Para apoiar esta transição, a empresa já começou a disponibilizar novas ferramentas de diagnóstico avançadas na consola de programadores. Estas ferramentas de análise em tempo real permitem detetar fugas de memória, falhas de desempenho e bloqueios anómalos antes que afetem os utilizadores finais. A plataforma quer dar todas as condições para que os criadores de conteúdos limpem o código antigo.

O que acontece às apps que ignorem as novas exigências?
As consequências para quem ignorar estas diretrizes vão ter impacto direto no sucesso dos projetos. A Google não vai remover imediatamente as aplicações da loja, mas vai penalizar severamente a sua visibilidade nas pesquisas e limitar a publicação de atualizações futuras. Esta perda de destaque representa um forte incentivo para que todos os intervenientes cumpram os novos parâmetros técnicos.
Paralelamente, o sistema passará a exigir a integração do sistema de início de sessão automático em equipamentos novos já na primavera de 2027. Esta medida complementa a estratégia de simplificação da experiência de utilização no Android. A sincronização de credenciais tornará a troca de equipamento num processo totalmente invisível e instantâneo.
No final, quem mais ganha com esta decisão são os utilizadores. Mesmo os modelos mais modestos ou com menor capacidade de memória vão conseguir manter um desempenho estável, prolongando a vida útil de milhões de telemóveis em todo o mundo.