30 milhões para hangar, terminal e estacionamento de mais aviões
O secretário de Estado das Infraestruturas apresenta o Montijo como “parte da resposta à necessidade aeroportuária nacional e da região de Lisboa”. Na cerimónia de apresentação de mais um relatório da ANA Aeroportos sobre o futuro aeroporto Luís de Camões Espírito Santo anunciou que a Força Aérea está a lançar concursos para a construção de “um novo hangar, um terminal VIP e novas placas de estacionamento de aviões”.
Nos termos de uma resolução do Conselho de Ministros, a Força Aérea Portuguesa (FAP) deve concentrar as suas operações na região de Lisboa na Base Aérea do Montijo. Para além disso, o Montijo vai assegurar voos de “transporte de altas entidades do Estado Português, receção dos seus homólogos em aeronaves de Estados estrangeiros, transporte de órgãos e evacuações aeromédicas, bem como outros serviços humanitários e estratégicos”.
O aeroporto do Montijo era a solução do ex-ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, para responder às necessidades aeroportuárias de Lisboa, causadas pela crescente procura, enquanto o aeroporto de Alcochete não estivesse construído. Em janeiro de 2019, António Costa contratou mesmo aos franceses da Vinci a construção naquela base militar do novo aeroporto para voos civis, complementar ao atual aeroporto da Portela, garantindo não haver outra solução.
O Aeroporto do Montijo chegou a ter uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) aprovada. Nas vésperas da divulgação do relatório da comissão que propôs fazer antes um aeroporto de raiz, no Campo de Tiro de Alcochete, a Agência Portuguesa do Ambiente cancelou essa autorização, com base num novo estudo, de investigadores portugueses, que procedeu à recontagem da população de maçaricos-de-bico-direito afetada no estuário do Tejo.
Os franceses da Vinci, concessionários dos aeroportos portugueses, estão a investir 300 milhões de euros na expansão da capacidade do aeroporto da Portela, para responder às necessidades do turismo. No entanto, uma segunda fase dessas obras, orçada em mais 300 milhões de euros, depende de DIA favorável. Em caso de chumbo, o Montijo pode voltar a ser encarado como solução, pelo menos transitória, para a “resposta à necessidade aeroportuária nacional e da região de Lisboa”.