As declarações são de Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil, nas comemorações dos 150 anos dos bombeiros da Guarda, onde substituiu o ministro da Administração Interna, Luís Neves
O secretário de Estado da Proteção Civil afirmou este domingo que a proteção civil e os bombeiros são “uma prioridade nacional e do governo”.
“Do programa do Governo destaco a nova lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que está em análise no gabinete do ministro da Administração Interna”, disse Rui Rocha.
O governante falava nas comemorações dos 150 anos dos bombeiros da Guarda, onde substituiu o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
“Até ao final do ano, em colaboração com a Liga dos Bombeiros Portugueses, a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e a Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários, queremos ter concluída a estrutura jurídico-legal da carreira de todos aqueles que têm contrato de trabalho com as associações humanitárias”, acrescentou.
O secretário de Estado da Proteção Civil disse ainda que, na quinta-feira começou o processo de atualização da tipificação dos corpos de bombeiros, “trabalho essencial para a construção dos contratos-programa e uma maior sustentabilidade e previsibilidade no financiamento das nossas associações”.
“Estamos a reforçar a profissionalização da primeira intervenção, 24 horas por dia, 365 dias”, adiantou.
Outra medida divulgada por Rui Rocha vai ser a entrega, até ao final deste mês, de 22 veículos florestais de combate a incêndios na região Centro, oito dos quais a corporações de bombeiros do distrito da Guarda.
“Fazem parte de um total de 45 viaturas adquirida no âmbito do apoio financeiro do governo de Timor-Leste que nos chegou no ano passado”, explicitou.
O governante reiterou que “os bombeiros são hoje a espinha dorsal da proteção civil em Portugal”.
“Isso ainda recentemente se comprovou, na Guarda, no incêndio que consumiu cerca de 5 mil hectares, envolveu mais de 1.300 operacionais e demonstrou, mais uma vez, que vivemos perante um risco permanente e exige vigilância, prevenção e uma resposta operacional robusta”, considerou.
No rescaldo desta ocorrência, o secretário de Estado da Proteção Civil voltou a realçar a importância de “reforçar e fortalecer a ligação entre o nível nacional e o nível local [autarcas], promovendo uma colaboração mais estreita, maior coordenação e uma integração mais eficaz, para que se possa responder adequadamente aos desafios que o futuro nos apresenta”.
Aos bombeiros da Guarda deixou palavras de apreço e agradecimento pelo seu empenho no sistema de proteção civil.
“Sois voluntários por opção, sim, mas profissionais na ação, por vocação, por atitude e pelo serviço”.
Um elogio complementado com a atribuição da medalha de mérito de Proteção e Socorro, grau ouro e distintivo azul, por despacho do ministro da Administração Interna, Luís Neves.
A Companhia de Bombeiros Voluntários da Guarda foi fundada a 05 de agosto de 1876, por Gerardo José Batoréu, então comissário do Corpo de Polícia Civil do Distrito da Guarda e um dos primeiros comandantes da corporação.
É a sexta associação humanitária mais antiga do país.