Greve na Função Pública fecha escolas e deixa serviços a meio gás em todo o país - 24 Notícias

Escolas encerradas, serviços municipais condicionados e constrangimentos no atendimento público marcam a greve dos trabalhadores da Administração Pública desta sexta-feira. Sindicatos falam numa forte adesão.

A greve dos trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública está a provocar constrangimentos em vários pontos do país, com impacto particularmente visível nas escolas e nos serviços municipais. A paralisação, que decorre durante 24 horas, abrange cerca de 350 mil trabalhadores e está a afetar diferentes áreas da Administração Pública.

Entre os efeitos mais visíveis estão os encerramentos de estabelecimentos de ensino. Há escolas fechadas de Norte a Sul do país, bem como nos Açores e na Madeira, devido à ausência de trabalhadores. Em Lisboa, por exemplo, a Escola Francisco Arruda não abriu esta sexta-feira devido à greve.

Os efeitos, contudo, não são iguais em todas as escolas. Uma ronda realizada pela Lusa em estabelecimentos de ensino de Lisboa encontrou situações distintas: algumas escolas estavam encerradas, outras funcionavam normalmente e noutras as aulas decorriam com condicionamentos devido à falta de funcionários.

Em Vila Nova de Gaia, os efeitos da paralisação foram particularmente significativos durante a manhã. Dos 18 agrupamentos escolares existentes no concelho, 15 estavam encerrados pelas 08h30, segundo os dados divulgados durante a manhã.

Também nos municípios a greve está a provocar constrangimentos. Entre os serviços afetados encontram-se o atendimento ao público e a recolha de resíduos, com diferentes níveis de adesão consoante o município e o serviço.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) avançou durante a manhã com vários números de adesão. O sindicato apontou taxas superiores a 90% em alguns concelhos, entre os quais Barreiro, Almada, Sesimbra, Loures, Vila Franca de Xira e Évora. Em serviços de recolha noturna e higiene urbana, indicou ainda valores de 99% em Évora e de 78% na Amadora e em Almada.

A paralisação está igualmente a ter reflexos noutros serviços da Administração Pública, incluindo Segurança Social, registos e notariado e justiça. A dimensão do impacto varia, contudo, entre serviços e regiões, não sendo possível estabelecer, nesta fase, uma taxa uniforme de adesão em todo o país.

A Frente Comum, uma das estruturas sindicais que convocou a greve, considera que a adesão está a ser elevada e fala numa resposta dos trabalhadores às reivindicações apresentadas para a valorização das carreiras e dos salários.