A polícia está a investigar o envolvimento de organizações ou movimentos de esquerda no assassinato da antiga deputada conservadora Ann Widdecombe, avança o jornal The Guardian. As autoridades estão a apurar se as visões de Ann Widdecombe relativamente a temas como a homossexualidade terão sido um dos motivos que levaram a este ataque e não afastam a hipótese de outros membros do partido Reform UK serem alvos futuros.
Ann Widdecombe foi encontrada morta na sua casa, em Dartmoor, Inglaterra, na passada segunda-feira, e agora é a polícia de contraterrorismo inglesa que está com o caso nas mãos. Isto aconteceu após serem realizadas buscas na casa de um dos suspeitos e o caso ter ganho um novo contorno: os detetives suspeitam que pode ter havido uma motivação política por trás do assassinato, ao contrário do que suspeitavam inicialmente.
Segundo o The Guardian, as autoridades estão agora a investigar se organizações de esquerda, anarquistas e/ou movimentos que se opõem a questões específicas terão desempenhado um papel neste assassinato, apesar de esta não ser a única linha de investigação atualmente. De acordo com fontes ouvidas pelo jornal inglês, a investigação ainda está numa fase inicial, pelo que a linha de investigação pode mudar nos próximos tempos de acordo com as informações que entretanto forem recolhidas.
Morte de Ann Widdecombe investigada como terrorismo após “novas informações e provas”
Atualmente, as autoridades estão também a investigar o histórico de saúde mental do suspeito de 28 anos detido há três dias. A polícia começou por deter um jovem de 22 anos, mas libertou-o pouco depois. Mais tarde deteve então um outro suspeito, um cidadão descrito como britânico e caucasiano, que está ainda sob custódia policial.
Esta terça-feira, em conferência de imprensa, o representante da polícia de contraterrorismo Laurence Taylor anunciou que estavam a “trabalhar para entender o planeamento, preparação e motivação por detrás deste ataque”.
Questionado se é possível que outras personalidades do partido Reform UK sejam um alvo nos próximos tempos, Laurence Taylor disse apenas que “essa será uma linha de investigação, para garantir que estão a ser adotadas todas as medidas necessárias para mitigar qualquer ameaça”. “Não estou a afirmar que existe ou não uma ameaça neste momento. Estamos a trabalhar para determinar qual é a motivação do ataque”, vincou.
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