Segundo um comunicado enviado às redações pelo jardim zoológico, em causa está "o nascimento de mais uma cria de hipopótamo-pigmeu (Choeropsis liberiensis), uma das espécies de mamíferos mais ameaçadas do mundo".
Poipoi, como foi entretanto batizado, "é a quinta cria de Romina e Kibwana e representa um importante contributo para a conservação de uma espécie da qual restam menos de 2.400 indivíduos na natureza", pode ler-se no texto.
"Esta é a quinta cria de Romina e Kibwana, um casal reprodutor que tem desempenhado um papel relevante no Programa EEP [Programa Europeu para Espécies Ameaçadas]. De acordo com o comportamento natural da espécie, a progenitora permanece separada do macho durante os primeiros meses de vida da cria. Nesta fase, Poipoi e Romina podem ser observados no habitat exterior durante a manhã, enquanto Kibwana ocupa o mesmo espaço durante a tarde", descreve o zoo de Santo Inácio.
A espécie é considerada "em perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), integrando o Programa Europeu para Espécies Ameaçadas (EEP), coordenado pela Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA), segundo o zoo.
"Este nascimento assume especial relevância por se tratar de uma cria do sexo masculino, numa espécie em que apenas cerca de um em cada 10 nascimentos é um macho, tornando cada cria particularmente importante para a diversidade genética da população europeia", aponta.
Citada no comunicado, Teresa Guedes, diretora do Zoo Santo Inácio, explica que "cada nascimento de um hipopótamo-pigmeu representa um contributo importante para o futuro da espécie", sendo que neste caso "assume um significado especial por resultar do trabalho coordenado entre os jardins zoológicos europeus para preservar a diversidade genética desta população", um "esforço conjunto que permite reforçar a conservação de uma das espécies de mamíferos mais ameaçadas do mundo".
Através do Programa Europeu para Espécies Ameaçadas (EEP), o Zoo Santo Inácio trabalha em conjunto com outros jardins zoológicos europeus para assegurar a reprodução de diversas espécies, como o hipopótamo-pigmeu, de forma controlada, evitando a consanguinidade e preservando a diversidade genética da espécie, aponta o comunicado.
Estima-se que existam apenas entre 2.000 e 2.400 indivíduos desta espécie, cujas ameaças são "a destruição e fragmentação das florestas da África Ocidental, provocadas pela expansão agrícola e pela instalação de plantações para produção de borracha, café e óleo de palma", que "continuam a reduzir o habitat desta espécie".
"A caça ilegal permanece igualmente uma das principais ameaças à sua sobrevivência", refere o zoo.
O Zoo Santo Inácio alberga cerca de 500 animais de 100 espécies, tendo já favorecido o nascimento de mais de 275 crias integradas nos programas de Preservação EEP.
De acordo com o zoo, estes animais de pele nua e lisa, de cor castanha escura que se desvanece para uma cor mais clara na barriga e na garganta podem ter entre 1,40 e 1,60 metros de comprimento e pesar de 180 a 270 quilogramas.
O hipopótamo-pigmeu tem válvulas musculares nos ouvidos e nariz, o que lhe permite fechá-los debaixo de água.
Habita maioritariamente na Libéria, mas também na Nigéria, Serra Leo, Guiné e Costa do Marfim, refere o 'site' do zoo.
Pode ver imagens da cria de hipopótamo-pigmeu e da mãe na galeria acima.
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