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Reunião foi a primeira entre Delcy e Trump desde a captura de Nicolás Maduro, na Venezuela, em janeiro
23/09/2026 02:41

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, celebrou o que chamou de “histórica reunião” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (22/9). O encontro, às margens da Assembleia-Geral das Nações Unidas em Nova York, foi o primeiro desde a captura de Nicolás Maduro, em janeiro.
“Conversamos sobre o fortalecimento da relação bilateral entre nossos países e o avanço de uma agenda de cooperação em áreas estratégicas como energia, mineração, segurança”, detalhou Delcy.
A líder venezuelana disse que Trump foi responsável por reinserir a Venezuela nos espaços multilaterais. “A Venezuela e os Estados Unidos compartilham uma relação histórica que, nesta nova etapa, estamos chamados a canalizar através do diálogo. Continuaremos impulsionando uma diplomacia a serviço do interesse nacional, orientada a alcançar resultados concretos e benefícios coletivos para o povo venezuelano”, destacou.
No fim de agosto, os dois países anunciaram o “maior acordo petrolífero da história”. A medida passa para os norte-americanos o controle de cerca de 65 bilhões de barris, o equivalente a 21,5% de todas as reservas comprovadas de petróleo da Venezuela.
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Delcy Rodríguez era vice de Maduro e assumiu o poder após a ação dos Estados Unidos que capturou o então presidente em território venezuelano. Ela foi confirmada no cargo por decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela. Desde então, ela tem mantido uma relação próxima a Trump. Em abril, o nome dela foi retirado da lista de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA.
Delcy também agradeceu o apoio dos Estados Unidos após os terremotos de 24 de junho, que deixaram mais de 6,5 mil pessoas. “Expressamos nosso agradecimento ao presidente Trump e ao seu Governo pelo decidido apoio prestado durante a emergência causada pelos terremotos do passado 24 de junho”, disse.
Discurso de Trump
Durante seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, Trump chamou Nicolás Maduro de “ditador fora da lei”. Ele também destacou o acordo feito com a Venezuela, chamando-o de “maior acordo petrolífero da história”.
“Quando vemos agora Estados Unidos e Venezuela juntos, talvez seja o maior acordo já feito”, afirmou.