Segundo a Polícia Civil, o investigado se apresentava falsamente como funcionário da Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo e da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para oferecer imóveis que não existiam.

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De acordo com a investigação, o suspeito teria convencido a vítima de que possuía acesso a apartamentos retomados pela CDHU por inadimplência de antigos moradores e que essas unidades poderiam ser adquiridas por valores abaixo do mercado.
O primeiro contato entre os dois ocorreu em 28 de maio, quando a vítima anunciava a venda de um veículo. Na ocasião, o homem teria informado que trabalhava na área habitacional e oferecido um suposto apartamento pelo valor de R$ 80 mil.
Segundo a polícia, o criminoso enviou fotos de contratos falsos e informou que a entrega do imóvel dependeria de pagamentos para regularização de documentos, taxas cartorárias e outros procedimentos administrativos.
A vítima realizou inicialmente três transferências, de R$ 5 mil cada, para uma conta em nome do investigado. Depois, conforme a polícia, outros pagamentos foram feitos, totalizando um prejuízo estimado em R$ 25 mil.
Ainda segundo o registro policial, o homem marcou a entrega das chaves do suposto imóvel, mas exigiu um novo pagamento de R$ 1,5 mil. Foi então que a vítima procurou a Polícia Civil antes do encontro e pediu apoio.
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Os investigadores acompanharam a negociação e, no local combinado, a vítima entregou o valor exigido. Em troca, recebeu quatro tags eletrônicas e oito chaves comuns, que seriam supostamente do imóvel. Quando questionado sobre a documentação da unidade, o suspeito teria alegado que terceiros ainda não haviam providenciado os papéis.
Após a entrega das chaves, os policiais realizaram a abordagem e conduziram o homem ao Plantão Policial Permanente de Itapetininga.
A Polícia Civil informou que o suspeito já possui registros de 22 boletins de ocorrência em diferentes unidades policiais, relacionados a golpes com o mesmo tipo de abordagem, em que ele supostamente se apresentava como servidor público ligado ao setor habitacional.
O homem foi autuado por estelionato e usurpação de função pública qualificada. O caso segue em investigação.