Incêndio que atinge o nordeste de Goiás já destruiu quase 11 mil hectares de vegetação do Cerrado | G1

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Há cinco dias, os incêndios destroem duas áreas de conservação ambiental no nordeste goiano: o Parque Estadual de Terra Ronca e a Reserva Extrativista de Recanto das Araras.


Incêndio no nordeste de Goiás destrói quase onze mil hectares de vegetação do cerrado

Incêndio no nordeste de Goiás destrói quase onze mil hectares de vegetação do cerrado

No Brasil, o incêndio que atinge o nordeste de Goiás já destruiu quase 11 mil hectares de vegetação do Cerrado.

A sexta-feira (14) amanheceu com vários pontos da vegetação extremamente seca do Cerrado queimando. Há cinco dias, os incêndios destroem duas áreas de conservação ambiental no nordeste goiano: o Parque Estadual de Terra Ronca e a Reserva Extrativista de Recanto das Araras.

Além dos novos focos que estão surgindo e que precisam ser combatidos, os brigadistas têm mais um desafio: monitorar e apagar os focos que já tinham sido controlados mas ressurgiram nas últimas horas. O Jornal Nacional mostra um deles que a equipe tenta conter.

"A ideia é proteger patrimônio. Um patrimônio aqui, uma residência de um extrativista, e logo a 800 m está a sede do ICMBio", diz Albino Batista Gomes, gestor do ICMBio.

Incêndio que atinge o nordeste de Goiás já destruiu quase 11 mil hectares de vegetação do Cerrado — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O lavrador José Mario marques Sousa se juntou aos brigadistas:

“É destruição total, queima tudo, mata os pássaros, acaba com a vegetação. A gente tem as frutas do Cerrado”, conta.

Para fugir do fogo, o gado deixou a área de pastagem e agora está dentro da reserva. São muitos focos de incêndios, o que dificulta ainda mais o combate. As linhas de fogo se espalham com rapidez.

O professor Arthur Bispo tinha dez câmeras instaladas na área para monitorar os bichos. A equipe estava preparando um inventário sobre a fauna em Terra Ronca.

“Fiquei sabendo essa semana que aonde estavam instaladas nossas armadilhas pegou fogo. Tudo que foi instalado ali, coletado de informação, a gente não vai ter mais acesso”, lamenta o biólogo Arthur Bispo.

A Polícia Civil abriu investigação para apurar se os incêndios são criminosos. A suspeita é que caçadores tenham colocado fogo na vegetação.

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