A inflação ao consumidor dos Estados Unidos desacelerou para 3,4% nos doze meses encerrados em julho, ante 3,5% em junho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 12, pelo Departamento do Trabalho americano. Foi a segunda queda consecutiva do indicador, que veio em linha com as expectativas do mercado.
Na comparação mensal, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,1%, depois de recuar 0,4% em junho. A moradia respondeu por cerca de dois terços da alta registrada no mês, enquanto os preços da energia caíram 1,5%.
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O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia por apresentarem maior volatilidade, subiu 0,2% em julho, após permanecer estável no mês anterior. Em doze meses, o indicador desacelerou de 2,6% para 2,5%, também conforme o esperado.
O resultado mostra uma perda gradual de força dos preços, mas a inflação geral ainda permanece acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve. O dado será considerado na próxima decisão de juros do banco central americano, marcada para quarta-feira, 16 de setembro.
Na reunião de julho, o Fed manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano pelo quinto encontro consecutivo. A decisão não foi unânime: três dos doze integrantes com direito a voto defenderam uma elevação de 0,25 ponto percentual.
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Entre os componentes do CPI, a gasolina caiu 2,9% em julho e ajudou a conter o índice geral. No acumulado de doze meses, porém, o combustível ainda registra alta de 24,6%, reflexo das pressões provocadas pelo conflito no Oriente Médio.
Os alimentos subiram 0,1% no mês. Os produtos comprados para consumo em casa ficaram 0,1% mais baratos, enquanto as refeições fora do domicílio avançaram 0,3%. Carnes, aves, peixes e ovos recuaram 0,7%, com queda de 1,5% da carne suína.
Outros serviços tiveram comportamento oposto. As passagens aéreas subiram 2,2% em julho, os cuidados médicos avançaram 0,4% e os aluguéis aumentaram 0,3%. Os preços dos carros usados cresceram 0,4%, enquanto os seguros de veículos caíram 0,3%.
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Em doze meses, a energia acumula alta de 14,7%. As passagens aéreas ficaram 25,5% mais caras, a moradia avançou 3,2% e os alimentos subiram 3%.
A próxima leitura da inflação americana, referente a agosto, será divulgada na sexta-feira, 11 de setembro, cinco dias antes da decisão do Fed. O banco central também terá novos dados do mercado de trabalho antes da reunião.