Itamaraty convoca embaixador da Argentina no Brasil para prestar esclarecimentos e chama fala de Milei de 'lamentável' | G1

"Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro. É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial", diz o MRE.

Em nota, o Itamaraty informou ainda que o ministro cobrou explicações sobre o comportamento do mandatário argentino em território brasileiro.

🔎Convocar o embaixador de outro país para uma conversa é uma demonstração de insatisfação e de busca por explicações da outra nação.

Milei participa de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente

Milei participa de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro a presidente

➡️Chamar um embaixador brasileiro que está em missão no exterior para consultas, como fez o Brasil, é uma medida considerada dura nas relações internacionais. É uma sinalização de que o país quer ouvir esclarecimentos de seu diplomata a respeito de uma atitude considerada hostil feita pela outra nação.

Discurso em evento do PL

Javier Milei discursa em SP durante a convenção que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro — Foto: Reuters/Jean Carniel

Milei também associou a candidatura de Flávio ao que chamou de uma transformação política em curso na América Latina.

Segundo ele, países da região estariam abandonando governos de esquerda e adotando políticas liberais na economia, movimento ao qual o Brasil poderia se juntar.

Na última semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Moraes, que é relator do caso, para o encontro com o argentino. Moraes negou a solicitação.

No discurso durante o evento, Milei criticou a negativa. "A Justiça brasileira não me permitiu visitar meu amigo injustamente encarcerado, quando Lula se cansou de receber dirigentes estrangeiros enquanto esteve preso, entre eles o então presidente da Argentina, Alberto Fernández", continuou.

"Isso não é nada além de mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis", completou.