Jantar de Correspondentes repete-se: "Estamos à espera de pessoas más"

Os serviços secretos dos Estados Unidos alertaram que o nível de ameaça atingiu um patamar sem precedentes, com agentes a abrirem cerca de 10.000 casos desde janeiro, um aumento de quase 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Note-se que que o Jantar de Correspondentes da Casa Branca realiza-se esta sexta-feira, tendo sido remarcado depois de um atirador ter disparado no evento há três meses.

"São números que esta agência e, certamente, eu jamais vi nos meus 24 anos de carreira", disse o diretor dos serviços secretos dos EUA, Sean Curran, na quarta-feira.

Segundo o que é explicado num artigo publicado esta sexta-feira pela CBS News, os serviços secretos atribuíram o aumento do risco a uma combinação de ameaças online, indivíduos que agem por conta própria, insatisfações ideológicas, ameaças estrangeiras e casos que envolvem questões de saúde mental.

A maioria das ameaças surgem, hoje em dia, na internet, de acordo com as autoridades. Anteriormente, estas ameaças aconteciam de outras formas mais tradicionais, como, por exemplo, através de cartas manuscritas.

"O ambiente tornou-se muito volátil", disse Curran.

Note-se que para os serviços secretos, estes números não estão relacionados apenas com ameaças diretas, podendo ser consideradas como risco situações em que sejam comportamentos não usuais. Os agentes procuram possíveis sinais de alerta como uma fixação obsessiva, agravamento de queixas, perseguição, assédio, paranoia, delírios, tendências suicidas, mudanças comportamentais significativas e um interesse incomum por violência.

O diretor dos serviços secretos falou ainda do jantar anterior onde um homem armado conseguiu entrar e disparar, sem causar mortes ou feridos. Sean Curran considerou que ficou demonstrado que o sistema de segurança funcionou, e avisou sobre o próximo jantar: "Estamos à espera de que pessoas más apareçam. É apenas a realidade de em que ponto estamos".

O responsável apontou, no entanto, que é por isso que os seguranças e pontos de verificação estarão lá e exemplificou com o jantar de abril: "Foi onde aconteceu e foi onde acabou. Funcionou. O sistema funcionou".

Melania, JD Vance e Rubio não vão

Ao contrário do que aconteceu da última vez, a primeira-dama, Melania Trump, não estará presente no evento. De acordo com o que explicou ainda na quinta-feira a Casa Branca, a ausência estará relacionada com outros compromissos, não detalhados.

Também o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, não vão estar no jantar.

O ataque em abril foi levado a cabo por Cole Tomas Allen, de 31 anos. Este homem conseguiu passar o detetor de metais, armado, correndo depois em direção ao local onde decorria o jantar. Acabou detido. À CBS foi explicado que houve seis tiros, entre os quais cinco foram disparados por um dos seguranças.

O único tiro disparado por Tomas Allen terá acertado num telemóvel que estava junto do colete à prova de bala que o agente que disparou usava.

Atirador de evento onde Trump estava disparou uma vez... para telemóvel

Atirador de evento onde Trump estava disparou uma vez... para telemóvel

O atirador que disparou à entrada do Jantar de Correspondentes da Casa Branca, em Washington DC, onde estava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá apenas disparado uma vez e a bala terá acertado no telemóvel do agente que também disparou - objeto que estava no colete à prova de bala.

Notícias ao Minuto | 12:28 - 29/04/2026