As críticas e os pedidos de demissão feitos a Gianni Infantino continuam a surgir de várias direções, com o atirador a ser, desta feita Javier Tebas, presidente da La Liga, que não se conteve nas palavras escritas nas redes sociais durante este sábado.
"O facto de a FIFA ter retirado a sua proposta de privatizar as suas competições é uma boa notícia. Mas seria um grave erro pensar que, com isso, o problema da governação ficou resolvido. As confederações, as federações, as ligas, os jogadores... não se devem contentar com esta retirada e dar o assunto por encerrado. A questão é muito mais profunda", começou por explicar o presidente da La Liga.
Javier Tebas acabou por fazer também uma série de questões sobre os últimos episódios polémicos a envolver o presidente da FIFA, desde a "retirada da expulsão" a Balogun até aos preços "escandalosos" dos bilhetes para os jogos deste Mundial, não esquecendo também a "investigação aberta no Congresso dos Estados Unidos, que solicitou a comparecimento de Gianni Infantino por condutas gravíssimas".
Tudo foi indicado para que a mensagem terminasse com uma frase forte por parte do líder do campeonato espanhol, que referiu que "retirar uma proposta não apaga tudo o que se passou" e que "é apenas a ponta do iceberg".
INFANTINO NO DEBE CONTINUAR.
Que la FIFA haya retirado su propuesta de privatizar sus competiciones es una buena noticia. Pero sería un grave error pensar que con ello se ha resuelto el problema de gobernanza.Las confederaciones,asociaciones, Ligas ,jugadores... no deberían… pic.twitter.com/pjeHYTTPnd
— Javier Tebas Medrano (@Tebasjavier) August 1, 2026
Confira a mensagem completa de Javier Tebas:
"INFANTINO NÃO DEVE CONTINUAR.
O facto de a FIFA ter retirado a sua proposta de privatizar as suas competições é uma boa notícia. Mas seria um grave erro pensar que, com isso, o problema da governação ficou resolvido.
As confederações, as federações, as ligas, os jogadores... não se devem contentar com esta retirada e dar o assunto por encerrado. A questão é muito mais profunda.
Já nos esquecemos da retirada do cartão vermelho na sequência de uma intervenção política? Da investigação em curso no Congresso dos Estados Unidos, que solicitou a comparência de Gianni Infantino por condutas gravíssimas? Da retirada das acusações em casos históricos de corrupção na FIFA? Dos preços escandalosos dos bilhetes para o Mundial? As decisões unilaterais sobre o calendário internacional, as novas competições e os formatos, adotadas sem um verdadeiro processo de diálogo e acordo com as partes envolvidas?
O problema nunca foi uma única proposta. O problema é um modelo de governação que concentra o poder, reduz os contrapesos e marginaliza aqueles que são diretamente afetados pelas suas decisões.
Por tudo isto, considero que Gianni Infantino não deve continuar à frente da FIFA. O futebol mundial precisa de uma nova liderança que modernize a sua governação, recupere a credibilidade institucional e construa as decisões futuras em concertação com os intervenientes envolvidos, avaliando previamente o seu impacto desportivo, económico e social, em vez de as impor de forma unilateral.
Retirar uma proposta não apaga tudo o que aconteceu. É apenas a ponta do iceberg."

'Bomba'. UEFA faz ultimato a Infantino e pede demissão do líder da FIFA
O ambiente acabou de ficar ainda mais 'azedo' entre a UEFA e a FIFA, depois de a organização do futebol europeu ter feito um ultimato ao presidente Gianni Infantino para que se demitisse ou se arriscasse a ir a uma reunião de emergência para o destituir.
Davide Rodrigues Araújo | 15:43 - 01/08/2026