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Para mergulhar de cabeça no papel, Jeremy Strong decidiu revelar sua técnica para interpretar Mark Zuckerberg em O Outro Lado das Redes, sequência de A Rede Social. Em entrevista à revista GQ, o ator, premiado por seu papel como Kendall Roy na série Succession, falou sobre sua escalação após a desistência de Jesse Eisenberg e contou que fez questão de escrever para o CEO do Facebook.
Segundo Strong, sua técnica foi passar toda a produção falando como Zuckerberg, em uma tentativa de compreender não apenas sua voz, mas também sua maneira de pensar. Mas sua preparação começou bem antes das filmagens. O ator contou que assistiu a entrevistas, palestras e depoimentos de Zuckerberg no Congresso, como forma de acompanhar a evolução pública do empresário ao longo dos anos.
Para ele, interpretar o CEO do Facebook é justamente o tipo de desafio que o fascina. Strong explicou que assumir a personalidade de alguém tão conhecido exige se entregar ao personagem sem partir de uma intenção prévia de julgá-lo. “Os perigos disso não poderiam ser maiores. Comprometer-se com isso e ser livre dentro do papel é um grande desafio”, afirmou.
Porém, o ator tinha uma preocupação em relação ao fato de Zuckerberg ser uma pessoa real e ainda estar diretamente envolvido nas pautas que o filme aborda. De acordo com Strong, ele chegou a escrever para o próprio empresário antes de começar as filmagens. “Eu levei essa responsabilidade muito a sério, e a veracidade disso muito a sério”, disse. O milionário chegou a responder à mensagem, embora os dois não tenham se encontrado pessoalmente.
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Mesmo sem usar redes sociais, Strong chegou a criar uma conta no Facebook exclusivamente para estudar as publicações antigas de Zuckerberg. A ideia era acompanhar a evolução do empresário ao longo dos anos e entender sua transformação entre A Rede Social e O Outro Lado das Redes, chegando à imagem de um “CEO em tempos de guerra” descrita pela revista.
Do que se trata O Outro Lado das Redes, continuação de A Rede Social?
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A história acompanha a ex-funcionária do Facebook Frances Haugen, interpretada por Mikey Madison, e o jornalista Jeff Horwitz, vivido por Jeremy Allen White, responsáveis por expor documentos internos da companhia.
As revelações deram origem à investigação conhecida como Facebook Files, publicada pelo Wall Street Journal em 2021. Os documentos apontavam preocupações internas da empresa sobre os impactos da plataforma na saúde mental de adolescentes, além da disseminação de desinformação e conteúdos relacionados à violência política.
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Descrito como uma “obra complementar”, o longa tem estreia nos cinemas brasileiros marcada para 8 de outubro.
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