Jornalista e candidata às eleições regionais no Peru é assassinada durante ato de campanha | G1

Susy Aponte, que concorria ao governo da região de Áncash, foi morta a tiros em ato de campanha em um mercado. Um homem foi preso.


  • A jornalista Susy Aponte, candidata ao governo de Áncash, no Peru, foi assassinada a tiros neste sábado (19) durante ato de campanha.

  • O ataque ocorreu em Caraz e deixou outras 5 pessoas feridas.

  • Um homem venezuelano foi preso pela polícia local suspeito do crime. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.

  • Susy comandava o portal "China Polo Dominical" e denunciava corrupção policial. Ela relatou ter recebido ameaças vindas de prisões dias atrás.

  • O Conselho da Imprensa Peruana cobrou investigações sobre o homicídio. A polícia registrou 4 jornalistas peruanos assassinados em 2025.

Susy Aponte, jornalista e candidata às eleições regionais do Peru, foi assassinada durante evento de campanha neste sábado (19) — Foto: Reprodução/Instagram/@chinapolo_dominical

A jornalista Susy Aponte, candidata às eleições regionais no Peru, foi assassinada a tiros neste sábado (19) enquanto realizava um ato de campanha em um mercado, informaram as autoridades locais.

Susy tinha 44 anos e concorria ao governo do departamento de Áncash. As eleições acontecem no dia 4 de outubro.

Ela foi atacada durante evento junto a apoiadores no distrito de Caraz. O ataque deixou outras cinco pessoas feridas a tiros, que foram levadas ao hospital regional.

Um homem venezuelano foi preso, informou a polícia em nota. A identidade dele ainda não foi divulgada.

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Susy mantinha um portal informativo, "China Polo Dominical", onde divulgava denúncias sobre supostas irregularidades e casos de corrupção na polícia. Há alguns dias, ela denunciou em suas redes sociais que havia recebido ameaças vindas das prisões.

O perfil do portal no Instagram cobrou investigações: "[Susy] havia denunciado ameaças contra sua vida e nunca deixou de investigar. Por isso, exigimos uma investigação completa, independente e sem intocáveis."

O Conselho da Imprensa Peruana, que reúne jornalistas no Peru, pediu que a morte da comunicadora seja investigada.

"É necessário que se esclareçam os motivos do homicídio. Outros casos de assassinatos não foram esclarecidos", afirmou a entidade em suas redes sociais.

Quatro jornalistas peruanos foram assassinados em 2025, segundo a polícia.

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