Laporte lança suspeitas antes do Espanha-Argentina: "Surpreenderam..."

A final do Campeonato do Mundo de 2026 já ferver. Aymeric Laporte, um dos eleitos da defesa de Espanha, concedeu, ao final da noite desta sexta-feira, uma extensa entrevista ao jornal desportivo espanhol Marca, na qual, entre outros temas, sugeriu que a seleção da Argentina, adversária no próximo domingo, teve ajudas das equipas de arbitragem ao longo da participação no Mundial2026.

O central do Athletic Bilbao vai ainda mais longe e considerou ainda que não está surpreendido com a agressividade dos argentinos.

"Não me preocupa de todo a agressividade no futebol. Se for tolerada e o árbitro fizer o seu trabalho, não tenho qualquer problema. É verdade que, nos últimos jogos, vimos coisas que nos surpreenderam imenso, ações que são ignoradas. Sobretudo com a Argentina, que é uma equipa que deixa muitas mensagens", começou por dizer o espanhol, considerando que os árbitros têm feito vista grossa nos jogos com os argentinos.

"Isso no futebol não deveria ser permitido, especialmente em competições tão importantes, porque pode desestabilizar e irritar. Faz parte do trabalho do árbitro controlar estas coisas para que não lhe passem a perna. Se um ou dois jogadores conseguirem fazer isso, o jogo vai ficar fora de controlo. Nós, desde o início do torneio, temos sido uma equipa bastante correta nesse sentido. Não somos de bater no adversário nem de cometer faltas descabidas. E acho que é isso que temos de fazer neste jogo. Mas é verdade que vai depender muito da arbitragem", prosseguiu Laporte, considerando que a equipa tem de estar focada em si própria.

"O que se passa é que, nesse aspeto, não depende de nós. Tem de haver alguém que controle estas ações e que determine que aquilo é futebol e não outra coisa. Que um ou dois jogadores não façam certas coisas...", ressalvou ainda o espanhol, garantindo que a equipa está tranquila para o jogo de domingo.

"Desde que cheguei aqui, sempre tivemos essa tranquilidade. Não sei se é porque, internamente, minimizamos um pouco o cenário e aspiramos sempre a mais, o que acho que é importante. Um exemplo: no outro dia, quando vencemos a França, houve comemoração no balneário, mas sem loucura, porque o nosso objetivo não é vencer a França, é vencer o torneio. O mais provável é que, quando tivermos alcançado o grande objetivo, possamos ficar relaxados. Aspiramos sempre ao mais alto e cumprir a missão apenas a meio não nos serve", vincou Laporte.

"Não queremos fazer as coisas pela metade. É verdade que muita gente não acreditou em nós desde o início, mas nós acreditávamos nas nossas capacidades e sabemos que temos a capacidade para o conseguir. Para nós, tudo o que não seja a vitória será um revés, isso é claro. Obviamente, é fantástico termos chegado até aqui, termos eliminado as grandes equipas que eliminámos e termos demonstrado o jogo que praticamos, mas temos uma mentalidade vencedora e, até conseguirmos o que acreditamos ser nosso, não podemos comemorar", finalizou.

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Lusa | 19:08 - 17/07/2026