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A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, contestou nesta quinta-feira, 3, o acordo firmado entre os Estados Unidos e o governo interino da Venezuela, afirmando que os recursos naturais do país não pertencem a um “regime ilegítimo”.
Em sua primeira declaração pública desde que o presidente Donald Trump anunciou, na semana passada, o que classificou como “o maior acordo de petróleo da história do mundo”, Machado equilibrou críticas com a defesa de uma parceria estratégica entre Caracas e Washington.
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“É claro que os Estados Unidos são o principal parceiro que a Venezuela precisa para desenvolver totalmente seu potencial estratégico. Isso é o que a maioria dos venezuelanos acredita … e é algo que passei toda a minha vida defendendo”, disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz em um vídeo publicado nas redes sociais.
Machado, no entanto, questionou a legitimidade do governo liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez desde a captura, por forças americanas, do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. A oposição considera que os atuais ocupantes do palácio presidencial Miraflores, em Caracas, são “inimigos dos Estados Unidos” e não possuem mandato democrático para negociar as riquezas naturais venezuelanas.
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“A riqueza do nosso subsolo não pertence a um regime ilegítimo — pertence ao povo venezuelano”, declarou Machado, acrescentando que seus apoiadores receberam o acordo com “tristeza e raiva” por terem sido excluídos das decisões sobre o futuro do país.
Acordo petrolífero
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimada em cerca de 303 bilhões de barris. O acordo firmado na última sexta-feira garante o controle majoritário dos Estados Unidos sobre mais de 65 bilhões de barris de petróleo do país sul-americano.
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+ Por que ‘maior acordo petrolífero da história’ anunciado por EUA e Venezuela é tão controverso
“Essa transação histórica MAIS QUE DUPLICA as reservas de petróleo americanas, aumenta significativamente nosso fornecimento de petróleo e reduzirá substancialmente os preços da gasolina para todos os americanos, por muito tempo no futuro, ao mesmo tempo em que ajudará a manter a Venezuela no caminho rumo a um SUCESSO EXTRAORDINÁRIO e a uma GRANDE PROSPERIDADE”, disse o republicano ao anunciar o acordo.
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A proposta prevê uma parceria entre o governo americano, empresas privadas e o governo venezuelano para desenvolver 17 campos de petróleo. A administração Trump afirma que a iniciativa poderá atrair cerca de US$ 100 bilhões em investimentos e ampliar a produção venezuelana, hoje limitada pela deterioração da infraestrutura e pela falta de investimentos.
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