Liga Árabe critica "escalada" dos ataques hutis contra Arábia Saudita

Num comunicado, a organização pan-árabe, composta por 22 países, advertiu que "a continuação destes ataques representa uma escalada perigosa e inaceitável [...] o que aumentaria a tensão e colocaria em perigo a segurança e a estabilidade da região" do Médio Oriente, já afetado pelo encerramento do estreito de Ormuz e pelas crescentes restrições às exportações de energia.

Além disso, reiterou plena solidariedade com Riade e o apoio às medidas que adotar para proteger a segurança dos seus cidadãos e residentes e a soberania do território".

Para a organização, "a segurança do reino é parte integrante da segurança nacional árabe".

A condenação surge depois de os huthis, apoiados pelo Irão, terem assegurado sexta-feira e sábado ter atacado com mísseis balísticos e "impacto preciso" a capital saudita, Riade, bem como instalações da maior petrolífera mundial, a Aramco, no porto de Yanbu, no mar Vermelho e ponto-chave para a exportação do petróleo saudita perante o encerramento de Ormuz pelo Irão.

A Arábia Saudita confirmou nas últimas horas ter intercetado e destruído um míssil lançado contra Riade, sem se referir aos alegados lançamentos huthis contra Yanbu que, a confirmarem-se, representariam o segundo ataque grave em menos de duas semanas contra as instalações do oleoduto Este-Oeste.

A 11 deste mês, Riade anunciou o encerramento do oleoduto, através do qual exportava cerca de sete milhões de barris diários de crude, após um ataque com mísseis e drones dos huthis, que terá danificado parte da infraestrutura e estações de bombagem.

Os huthis garantem que continuarão os ataques contra o vizinho do norte, bem como o bloqueio marítimo que impõem aos navios sauditas no mar Vermelho, até que Riade cesse os seus ataques aéreos contra as suas posições em apoio ao Governo iemenita reconhecido internacionalmente.

Neste contexto, acusam a Arábia Saudita de intensificar os bombardeamentos sobre o Iémen, com centenas de voos de aviões militares, após a ofensiva huthi que permitiu aos insurgentes expulsar as forças do Governo internacionalmente reconhecido de toda a costa ocidental do país e controlar o estreito de Bab el-Mandeb, na porta sul do mar Vermelho e vital para o comércio internacional.

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