Uma mulher de 40 anos foi detida, no dia 1 de setembro, por ter matado o filho de dois anos, em Frankfort, no estado norte-americano do Illinois. A suspeita, que estaria a seguir o julgamento de Lindsay Clancy de perto, tentou depois colocar termo à própria vida.
Cerca de três horas e meia antes de Barrett Walsh ter sido encontrado morto, Corie Walsh estaria a "discutir ativamente" o caso de Lindsay Clancy com as amigas, de acordo com documentos judiciais citados pela ABC News.
O mesmo meio adiantou que, naquela tarde, as autoridades depararam-se com uma vizinha a tentar reanimar o bebé de dois anos, que foi encontrado na cave. A mãe da criança, por seu turno, foi localizada no andar de cima e, segundo o processo, terá dito aos agentes no local que matou o filho porque ele era o "diabo" e o "anticristo".
A vizinha adiantou à polícia que tinha encontrado Walsh "a magoar-se deliberadamente" e que lhe tinha "tirado uma faca", que atirou para o lavatório. De acordo com a testemunha, que contactou as autoridades, a mulher "estava a tentar suicidar-se".
Um outro bebé que também estava em casa saiu ileso.
Os procuradores pediram para que a mulher permaneça detida até ao julgamento, uma vez que terá manifestado a intenção de magoar os seus outros três filhos e o marido, que não estava no Illinois na altura do crime.
Walsh foi tratada no Hospital Silver Cross, onde ainda se encontrava no dia 3 de setembro. A suspeita será presente a tribunal a 8 de setembro, às 9h00 (hora local).
A advogada de Walsh, Andrea Lyon, indicou à ABC News que a mulher estava a sofrer um "episódio psicótico" quando cometeu o crime.
"Esta é uma tragédia para a família Walsh, cujos membros estão todos de luto pela perda desta criança. É também uma tragédia pelo facto de a própria Corie estar a passar por um episódio psicótico quando isto aconteceu. Esperamos que, através de uma investigação exaustiva dos factos, todos nós venhamos a compreender esta tragédia tal como ela é", disse.
Recorde-se que o advogado de defesa de Lindsay Clancy, Kevin Reddington, também argumentou que a sua cliente estava a passar por um episódio de psicose pós-parto quando matou os seus três filhos, em janeiro de 2023, e tentou colocar termo à própria vida.
Por seu turno, as procuradoras Jennifer Sprague e Shanan Buckingham consideraram que a mulher, que se declarou inocente de três acusações de homicídio qualificado, é criminalmente responsável pela morte dos filhos.
Ainda assim, o julgamento foi considerado nulo, no dia 4 de setembro, depois de o júri não ter chegado a um veredicto, ao fim de mais de uma semana de deliberações.
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Com julgamento anulado, o que acontece agora a Lindsay Clancy?
Depois de seis semanas de julgamento e sete dias de deliberações, o júri não conseguiu decidir por unanimidade se Lindsay Clancy é culpada pelo homicídio dos três filhos e, por isso, o juiz declarou o julgamento nulo. Agora, a enfermeira regressa ao hospital psiquiátrico onde tem estado enquanto aguarda se será feito um novo julgamento.
Notícias ao Minuto | 18:47 - 05/09/2026