Mais de 158 milhões de eleitores brasileiros aptos a votar nas eleições 2026

Esse crescimento representa 2,29 milhões de eleitores, número superior, por exemplo, à diferença de votos entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro na segunda volta presidencial de 2022, quando o atual Presidente venceu por uma margem apertada de 2,13 milhões de votos.

O número de pessoas aptas a votarem representa cerca de 74% do total da população brasileira, atualmente de 213,42 milhões de habitantes.

Os dados da Justiça eleitoral indicam ainda que as mulheres continuam a ser maioria no eleitorado brasileiro e somam 83,9 milhões de eleitoras, equivalentes a 52,84% do total nacional.

Em 2022, a participação feminina era de 82,37 milhões (52,65%), o que representa um ligeiro aumento do peso das mulheres no universo eleitoral.

Já o eleitorado masculino passou de 74 milhões para 74,8 milhões de pessoas, crescimento de 1,08%, abaixo da média nacional.

O TSE destacou também uma mudança significativa no perfil racial do cadastro eleitoral, impulsionada pelo aumento das autodeclarações de raça e cor.

O número de eleitores pardos passou de 8,5 milhões nas eleições municipais de 2024 para 16,9 milhões em 2026, enquanto o eleitorado preto cresceu de 1,8 milhões para 3,6 milhões.

Com isso, os dois grupos praticamente duplicaram de dimensão em apenas dois anos, refletindo a redução dos registos sem informação racial, que caíram de 89,8% para 79,4% do eleitorado.

Entre pessoas amarelas, o total mais que dobrou, de 114.389 para 229.540 eleitores, enquanto o eleitorado indígena passou de 155.661 para 287.157, uma subida de 84,47%.

O TSE considera que o cadastro de 2026 é o mais diverso da série histórica comparável.

A distribuição etária mostra um eleitorado mais envelhecido, com forte crescimento das faixas acima dos 60 anos.

Os brasileiros com 60 anos ou mais passaram de 32,9 milhões em 2022 para 37,5 milhões em 2026, um aumento de 4,56 milhões de eleitores, equivalente a 13,8%.

A participação desse grupo subiu de 21,02% para 23,60% do eleitorado nacional.

Em sentido contrário, o número de jovens com até 18 anos caiu 14,52%, passando de 4,18 milhões para 3,57 milhões de eleitores (no Brasil, o voto é obrigatório a partir dos 18 anos e opcional dos 16 aos 18).

A redução foi de 606.468 registos, e esse grupo representa agora apenas 2,25% do eleitorado brasileiro.

O TSE apontou ainda que a faixa entre 21 e 34 anos também perdeu peso relativo, passando de 28,01% para 25,85% do total.

Regionalmente, o Norte foi a região que mais cresceu proporcionalmente, com um aumento de 4,37%, seguido do Centro-Oeste, com 3,97%, e do Nordeste, com 2,69%.

O Sudeste, apesar de continuar a concentrar a maior parcela do eleitorado nacional, foi a única região a registar uma queda, com menos 378 mil eleitores, menos 0,56%.

São Paulo permanece como o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores, o que representa 21,48% do total.

Seguem-se Minas Gerais, com 16,37 milhões, Rio de Janeiro, com 12,8 milhões, Bahia, com 11,32 milhões, e Paraná, com 8,6 milhões.

Juntos, esses cinco estados concentram 52,45% de todo o eleitorado brasileiro.

Outro destaque foi o crescimento de 31,82% do eleitorado no exterior em 2026 comparado com 2022.

Em números absolutos, são 918.876 eleitores fora do Brasil aptos a votarem, um aumento de 221.798 em relação há quatro anos.

Este ano, os eleitores vão às urnas escolher políticos para os cargos de Presidente do Brasil, governador,  senador, deputado federal e deputado estadual