Quase 30% conseguiram entretanto emprego
Mais de metade dos desempregados no primeiro trimestre deste ano continuavam sem emprego no segundo trimestre, enquanto quase 30% encontraram trabalho, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com as “Estatísticas de fluxos entre estados do mercado de trabalho” referentes ao segundo trimestre deste ano, do total de pessoas que estavam desempregadas no primeiro trimestre de 2026, 50,6% (175,3 mil) permaneceram nessa situação até junho, 29,7% (102,8 mil) transitaram para o emprego e 19,7% (68,2 mil) transitaram para a inatividade.
No mesmo período, 32,4% (50,5 mil) dos homens desempregados e 27,5% (52,3 mil) das mulheres desempregadas transitaram para o emprego.
Já do total de pessoas que estavam empregadas no primeiro trimestre, 97,4% (5.162,1 mil) permaneceram nesse estado no trimestre seguinte, enquanto 1,2% (63,4 mil) transitaram para o desemprego e 1,4% (75,3 mil) passaram para a inatividade.
Como resultado, o fluxo líquido do emprego (total de entradas menos o total de saídas) foi positivo e estimado em 99,0 mil, enquanto o do desemprego foi negativo e estimado em 45,5 mil pessoas, já que o total de pessoas que transitaram para o desemprego (125,5 mil) foi inferior ao das que saíram desse estado (171,0 mil).
Ainda do primeiro para o segundo trimestre deste ano, 37,2% (83,0 mil) dos desempregados de curta duração e 24,9% (30,2 mil) dos inativos pertencentes à “força de trabalho potencial” transitaram para o emprego.
Ao mesmo tempo, transitaram para um trabalho por conta de outrem 11,1% (88,9 mil) das pessoas que tinham um trabalho por conta própria e 27,9% (96,6 mil) das pessoas que se encontravam desempregadas.
Os dados divulgados esta quarta-feira indicam também que, do total de trabalhadores por conta de outrem que, no primeiro trimestre de 2026, tinham um contrato de trabalho com termo ou outro tipo de contrato, 24,5% (155,3 mil) passaram a ter um contrato sem termo no segundo trimestre.
Já do número de pessoas que, no primeiro trimestre de 2026, tinham um emprego a tempo parcial, 22,3% (91,3 mil) passaram a trabalhar a tempo completo nos três meses seguintes.
A percentagem de pessoas que permaneceram empregadas entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, mas que mudaram de emprego, fixou-se nos 3,1% (160,1 mil).
No mesmo período, 3,4% (176,8 mil) das pessoas que permaneceram empregadas continuaram a ter dois ou mais empregos e 2,0% (102,6 mil) das pessoas que tinham um emprego passaram a ter dois ou mais empregos.
Do total de jovens dos 16 aos 34 anos que, no primeiro trimestre, não estavam empregados, nem em educação ou formação (NEEF), 26,2% (50,9 mil) transitaram para o emprego no segundo trimestre, enquanto 16,3% (31,6 mil) passaram a frequentar o ensino ou formação.
Os resultados do primeiro trimestre de 2026, divulgados pelo Eurostat em 12 de junho passado, relativos aos fluxos entre estados do mercado de trabalho da população com idade dos 15 aos 74 anos, indicam que transitaram para o emprego 22,4% das pessoas que em Portugal estavam desempregadas no quarto trimestre de 2025, sendo este valor superior em 2,1 pontos percentuais ao da União Europeia (20,3%).
No mesmo período, 16,6% das pessoas desempregadas em Portugal transitaram para a inatividade, enquanto na União Europeia este fluxo se fixou em 23,4%.