O Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular da China informou que a fragata chinesa Honghe e a fragata indonésia KRI I Gusti Ngurah Rai-332 concluíram "todos os exercícios planeados" na manhã de quarta-feira.
De acordo com o comunicado, divulgado na rede social Weibo, na quarta-feira, as tripulações praticaram comunicações marítimas, movimentos em formação, reabastecimento em alto-mar e procedimentos de separação de navios após as manobras.
"Ambos os lados manobraram com flexibilidade, coordenaram-se e cooperaram estreitamente, concluindo com sucesso todos os objetivos", afirmou o comando militar.
O comunicado descreveu os exercícios como uma demonstração da vontade de ambos os países em cooperar "de forma pragmática" e "manter conjuntamente a paz e a estabilidade regional".
A Marinha da Indonésia desvalorizou o caráter excecional do exercício, descrevendo-o como um exercício rotineiro de diplomacia marítima realizado durante o regresso do navio KRI I Gusti Ngurah Rai-332 à Indonésia, após participar em exercícios com a Marinha da Rússia em Vladivostok, no extremo oriente.
De acordo com a agência de notícias pública indonésia Antara, o chefe do Serviço de Informação da Marinha da Indonésia, Tunggul, afirmou que este tipo de exercício de passagem são "interações rotineiras de boa vontade" entre as marinhas e fazem parte da "camaradagem naval e da diplomacia marítima".
Na quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan indicou que "procurou imediatamente" informações sobre a situação de "todas as partes envolvidas" e solicitou que a Indonésia "esclarecesse o assunto", sem fornecer mais detalhes.
"Como membro responsável da região, [Taiwan] manterá a sua posição firme de defesa territorial e salvaguardará ativamente a soberania e os direitos soberanos sobre as águas a leste do nosso país", afirmou o ministério.
Embora não mantenha relações diplomáticas com Taipé, a Indonésia é um dos maiores grupos de imigrantes em Taiwan, com mais de 300 mil residentes.
Na terça-feira, o Conselho de Assuntos Continentais - o órgão do Governo de Taiwan responsável pelas relações com a China - condenou os exercícios, sublinhando que procuram "projetar uma imagem falsa para a comunidade internacional de que o PCC [Partido Comunista Chinês] detém jurisdição sobre as águas a leste de Taiwan".
"Estas ações unilaterais expõem completamente o repetido desrespeito do PCC pelas normas internacionais, a sua sabotagem da paz e da estabilidade regional e o seu desafio à ordem internacional", destacou o conselho, em comunicado.
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