Mau tempo? Intervenções em tribunais de Leiria prontas até ao fim do ano

Segundo informação do ministério de Rita Alarcão Júdice, estão previstas intervenções nos palácios da Justiça de Leiria, Alcobaça, Pombal, Caldas da Rainha e Figueiró dos Vinhos.

Na cidade de Leiria estão igualmente contemplados trabalhos no edifício do antigo Liceu Rodrigues Lobo (onde funcionam os juízos de Comércio e Central Cível, além dos serviços de gestão da Comarca), e no Tribunal do Trabalho, assim como nos tribunais judiciais da Marinha Grande e de Alvaiázere.

A soma das intervenções ronda os 789 mil euros acrescidos de IVA e incluem, por exemplo, a reabilitação parcial ou total de coberturas, nalguns casos com impermeabilização e isolamento térmico, e reparação de danos interiores e exteriores devido a infiltrações.

As obras mais caras, entre cerca de 175 mil euros e 230 mil euros, estão previstas nos palácios da Justiça de Leiria e de Alcobaça, e no Tribunal de Alvaiázere (este último, Juízo de Proximidade).

Nos dois primeiros edifícios trata-se da reabilitação total da cobertura (impermeabilização e isolamento térmico) e reparação de danos interiores por infiltração, enquanto em Alvaiázere as obras contemplam a substituição total da cobertura e reparação de danos no pavimento e paredes.

Na informação enviada à Lusa, o ministério adiantou que nos palácios da Justiça de Pombal e Figueiró dos Vinhos "está em curso a formalização de um protocolo com a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria" para a execução das intervenções, no total de 63.843,13 euros, enquanto nos restantes tribunais da Comarca de Leiria, correspondente ao distrito, "encontram-se em preparação os procedimentos de contratação das respetivas empreitadas". O prazo de conclusão é este ano.

Também com a CIM prevê-se a celebração de um contrato interadministrativo para a empreitada de reabilitação do edifício do Tribunal de Alvaiázere, "com reembolso total dos encargos pelo Ministério da Justiça", sendo que o prazo de conclusão desta deverá ocorrer também até ao final de 2026.

O Ministério da Justiça ressalvou que o valor global dos prejuízos diretamente causados pela depressão Kristin, em 28 de janeiro, "não é possível apurar de forma isolada", pois "este fenómeno meteorológico agravou patologias pré-existentes no edificado dos tribunais da Comarca de Leiria, sobretudo ao nível de coberturas e revestimentos, pelo que o custo das intervenções de reabilitação necessárias é superior ao valor dos prejuízos diretamente imputáveis às tempestades".

Quanto ao Estabelecimento Prisional de Leiria, o valor dos prejuízos "relativos a danos estruturais em telhados e muros perimetrais está estimado até um máximo de 900 mil euros", enquanto no Estabelecimento Prisional de Leiria - Jovens, conhecido como prisão-escola, "o levantamento detalhado de danos remetido pela DGRSP [Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais] aponta para um valor total de 1.959.839,24 euros sem IVA, reportado a mais de 30 itens distintos".

Telhados, coberturas, muros, vedações, iluminação, janelas, pavimentos e prejuízos agrícolas estão entre esses itens.

Nesta última prisão, "já foram realizadas as obras possíveis com os meios e materiais disponíveis no próprio estabelecimento", outras estão agendadas para agosto, havendo ainda intervenções adjudicadas e outras executadas, mas as obras de fundo estão "dependentes de decisão superior quanto às opções técnicas".

A tutela garantiu "empenho em devolver as infraestruturas afetadas ao seu pleno funcionamento, com a maior celeridade possível", para "garantir a normalidade do serviço público de justiça", acrescentando que "as equipas do IGFEJ [Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça], da DGRSP e das entidades intermunicipais envolvidas mantêm um acompanhamento próximo de todas as intervenções em curso".

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