A McLaren prepara-se para revelar esta sexta-feira um novo supercarro e já deixou uma pista que promete entusiasmar quem sente falta de uma experiência cada vez mais rara neste segmento: uma caixa manual.
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Num teaser divulgado antes da apresentação, marcada para esta sexta-feira durante a Monterey Car Week, a marca britânica recupera imagens do M6GT, o seu primeiro automóvel concebido para estrada, e a própria voz do fundador Bruce McLaren.
“Algures no futuro, acho que é inevitável que aconteça. Espero que aconteça”, ouve-se dizer Bruce McLaren nas imagens de arquivo.
Seguem-se breves planos do misterioso novo automóvel. E, no final, a pista mais importante: uma mão a puxar uma alavanca de velocidades.
Segundo o ‘AutoNext’, o modelo é conhecido internamente como P50, embora a McLaren ainda não tenha confirmado oficialmente a designação.
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Um sonho que começou com o M6GT
A escolha do M6GT para apresentar o novo automóvel não parece ser acidental.
Desenvolvido a partir do M6A de competição da Can-Am, o M6GT deveria concretizar a ambição de Bruce McLaren de criar um automóvel de estrada com a experiência adquirida nas pistas.
Foram construídos apenas três protótipos, todos equipados com caixas manuais de cinco velocidades, e Bruce McLaren morreu em 1970 sem chegar a ver o projeto transformado num verdadeiro modelo de produção.
A própria divisão de património da McLaren restaurou um M6GT este ano. Agora, a marca volta a utilizá-lo para estabelecer uma ligação direta entre o novo supercarro e uma ideia que o fundador perseguia há décadas.
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Manual a sério ou uma simulação?
É aqui que permanece a grande incógnita.
A McLaren ainda não revelou se o automóvel terá uma verdadeira caixa manual com um tradicional esquema em H ou se recorrerá a um sistema eletrónico capaz de reproduzir a experiência de uma transmissão manual.
A Ferrari mostrou recentemente que existe uma terceira via. O 12Cilindri Manuale mantém, por baixo, uma transmissão de dupla embraiagem de oito velocidades, mas utiliza eletrónica para simular uma caixa manual de seis relações, incluindo pedal de embraiagem e alavanca. Um botão permite voltar ao funcionamento totalmente automático.
A Koenigsegg também já utiliza tecnologia semelhante.
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A McLaren poderá seguir esse caminho ou optar por uma solução mais mecânica. O teaser não permite, por enquanto, responder.
Menos de 100 exemplares?
Quase tudo o resto permanece igualmente por confirmar.
A marca não revelou oficialmente motor, potência, preço ou número de unidades. Informações anteriores citadas pelo AutoNext apontavam para uma produção inferior a 100 exemplares.
Um V8 é apontado como possibilidade, embora também não exista confirmação da McLaren.
O preço poderá, segundo rumores, superar os cerca de 2,1 milhões de dólares pedidos pelo McLaren W1 — aproximadamente 1,8 milhões de euros à taxa de câmbio atual —, mas também esse valor permanece no campo da especulação.
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Esta sexta-feira deverão desaparecer algumas destas dúvidas. Uma coisa, porém, a McLaren já quis deixar clara: para apresentar o seu próximo supercarro, não escolheu apenas uma alavanca de velocidades. Foi buscar Bruce McLaren, o M6GT e um desejo com mais de meio século.