Médicos Sem Fronteiras pede a Israel libertação de profissionais de saúde

"A MSF exige a libertação imediata de todos os profissionais de saúde detidos arbitrariamente. Enquanto privados da liberdade, deve ser-lhes garantido o acesso a cuidados médicos adequados e condições de detenção dignas", afirmou em comunicado divulgado hoje.

Na mesma linha, a MSF acusou os "líderes mundiais" de evitarem condenar a conduta de Israel na Palestina.

A organização destacou o caso do diretor do Hospital Kamal Adwan, Husam Abu Safiya, que permanece em regime de isolamento após um ano e meio de detenção, apontando que "as alegações de tortura a que estaria a ser sujeito" fazem parte de um padrão atroz das autoridades israelitas, que alegadamente detêm e perseguem profissionais de saúde em toda a Palestina.

Segundo o organismo Healthcare Workers Watch, 446 profissionais de saúde palestinianos foram detidos pelas autoridades israelitas desde outubro de 2023 e 95 deles permanecem presos.

Entre os presos encontra-se Mohamed Obeid, um cirurgião ortopedista da MSF que está detido em Israel há mais de 600 dias, em condições muito precárias e sem qualquer contacto com a família.

"Obeid foi detido a 26 de outubro de 2024 pelas forças israelitas enquanto trabalhava no Hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza", afirmou a organização.

No comunicado, a organização não-governamental com sede em Genebra, sublinhou ainda que desde a ofensiva de Israel em Gaza contra o grupo islamita Hamas, responsável pelos ataques terroristas em Israel de 07 de outubro de 2023, mais de 1.700 profissionais de saúde foram mortos, incluindo 15 funcionários da MSF.

Na segunda-feira, o Ministério da Saúde de Gaza atualizou o número de vítimas da ofensiva israelita contra o território para 73.283 mortos e 173.864 feridos.

O mesmo balanço inclui 1.160 pessoas mortas em ataques realizados pelo Exército israelita desde o cessar-fogo alcançado em outubro de 2025 como parte de um acordo para implementar a proposta dos Estados Unidos para o futuro da Faixa de Gaza.

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