Bia Kicis: Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado - 01/08/2026 - Política - Folha

A deputada federal e pré-candidata ao Senado Bia Kicis (PL-DF) anunciou neste sábado (1º), em Brasília, que fará dobradinha com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) nas eleições.

Kicis também informou que Michelle não pôde comparecer ao evento porque estava no hospital passando por uma ressonância. O anúncio foi feito pela aliada no lançamento de sua pré-candidatura no Distrito Federal.

"A ressonância estava prevista para as 15h e até agora não tinha acontecido, portanto, ela não vai poder estar aqui pessoalmente, mas ela me incumbiu de dar a vocês essa grande notícia. Michelle Bolsonaro anuncia que ela é, sim, pré-candidata ao Senado pelo PL do Distrito Federal", disse Kicis.

"Acabou a dúvida, acabou o mistério. Nós caminharemos juntas, Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Celina Leão. A maior chapa que esse Distrito Federal já viu, a maior, a melhor, feita por mulheres aguerridas", continuou.

Na ocasião, Kicis afirmou que Michelle passou o dia inteiro aguardando uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que autorizasse sua substituição pela irmã, Geovanna Kathleen Ferreira Lima, durante o exame.

O pedido tinha como objetivo permitir que a irmã permanecesse com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em casa enquanto Michelle estivesse no hospital.

Neste sábado (1º), o ministro Alexandre de Moraes autorizou que Geovanna permanecesse na residência até o retorno da ex-primeira-dama.

Na sexta-feira (31), Michelle tinha afirmado que ainda não havia decidido se seria candidata.

O principal empecilho até então era o seu papel de cuidadora de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e tem problemas de saúde.

Em junho, Kicis veio a público defender a candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado.

A fala de Bia é uma resposta a integrantes do PL mais próximos da ex-primeira-dama que cobravam mais apoio público da deputada e ocorre no dia em que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que as mulheres arrumam problema umas com as outras e "ninguém está à altura da ex-primeira-dama".

O presidente do PL ainda repudiou as brigas internas e disse que "o pessoal precisa se entender melhor" para vencer as eleições.

Está prevista neste domingo (2) a participação de Michelle Bolsonaro na convenção do PL-DF, que também deve contar com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Dirigentes do PL dizem esperar que Michelle entre na campanha de Flávio —e, no vídeo em que aceita as desculpas públicas do enteado, ela fala em sentar e conversar com o presidenciável. Esse encontro, porém, não foi marcado, segundo interlocutores de ambos.

Um dos irmãos de Michelle, Diego Torres Dourado (PL), que foi assessor do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve ocupar a vaga de primeiro suplente na chapa de Michelle. O posto de segundo suplente ainda depende de tratativas.

A ex-primeira-dama também vai lançar outro irmão, Eduardo Torres (PL), na política —ele vai concorrer a deputado distrital no DF. Eduardo dividia com Michelle as tarefas relacionadas a Bolsonaro, inclusive entregando marmitas ao ex-presidente durante o período de prisão na Papudinha.

No regime de prisão domiciliar, o ministro do STF Alexandre de Moraes não autorizou que Eduardo frequente a casa da irmã e atue como cuidador de Bolsonaro.

Depois do encontro com Michelle, Valdemar disse esperar que ela retome seu posto no PL Mulher após as eleições e declarou que, por enquanto, não nomeará uma substituta. Questionada sobre essa possibilidade, a ex-primeira-dama respondeu que seu ciclo no PL Mulher se encerrou.

A composição do PL-DF para a eleição, sob influência de Michelle, traz uma série de aliados da ex-primeira-dama. É o caso de Bia Kicis, que vai concorrer ao Senado, já que cada unidade da federação vai eleger dois representantes neste ano.