"Fernando Alexandre tem enfrentado forte contestação política, motivada por problemas estruturais no arranque do ano letivo e pela gestão de processos avaliativos.
A contestação, antes das férias, pelos exames abrandou, porque o foco passou para Luís Neves. Mas agora, no arranque do ano letivo, ela voltou em força.
Este ministro vai ficar conhecido por culpar toda a gente que tem que ver com o ensino menos ele: culpar as famílias que marcaram férias no período de exames; culpar os diretores pelo atraso das notas dos alunos; culpar os diretores por recusarem admitir alunos mesmo havendo vagas; falta de professores deve-se a que muitos estão de testado médico; entre outros.
Fernando Alexandre tem cara de santo perante os jornalistas, todavia com quem tem uma relação hierárquica – diretores e professores – mostra as garras e é acusatório e inquiridor
Fernando Alexandre mostrou falta de planeamento e exagerou nas mudanças estruturais. Foi avisado várias vezes sobre os exames e, agora, no caso das vagas dos alunos.
Mas a vontade é de querer mudar rapidamente, sem o fazer com ponderação e analisando os prós e contras, esquecendo-se de que o Ministério da Educação é uma estrutura gigante que emprega milhares de profissionais e gere todo o sistema do ensino público: centenas de milhares de alunos professores e funcionários em todo o país.
O ritmo com que está a fazer as reformas e a reestruturação pecam por ser aceleradas. Os impactos das reformas recentes têm sido negativos.
O Ministro da Educação é o ministro do passa-culpas e de justificativas: em vez de assumir o erro com simplicidade, o foco desvia-se para a defesa pessoal e para a busca de desculpas, o que diminui o impacto do seu reconhecimento.
Houve caos nas classificações, no arranque do ano letivo e alunos sem aulas.
Eu tinha boa impressão sua, agora não tenho."
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