"Estamos na fase do último esforço e, se não surgirem incidentes [...], chegaremos ao final do prazo com todos os marcos e metas concluídos, ou seja, 100% dos investimentos e reformas programadas", afirmou o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, na conferência "LOADING -- 10.º Pedido de Pagamento do PRR", em Lisboa.
Apesar de ressalvar que, ao dia de hoje, não estão cumpridos todos os marcos e metas acordados com a Comissão Europeia, o governante disse esperar que em 31 de agosto estejam.
"Nenhum euro ficará por investir. Nenhum euro será devolvido a Bruxelas", insistiu.
O titular da pasta da Economia dirigiu-se ainda àqueles que dizem existir edifícios, como unidades de saúde, por construir, explicando que o Governo contratualizou mais unidades, ou seja, fez um 'overbooking'. Isto significa que estas não estão sujeitas à obrigação da sua conclusão até ao final de agosto.
Castro Almeida defendeu ainda que as diversas negociações à 'bazuca' nacional foram feitas em "boa hora" para garantir a sua plena execução.
Para o ministro, a apresentação do 10.º pedido de pagamento a Bruxelas, que vai acontecer "brevemente", representa a demonstração de que o PRR está a chegar ao terreno.
"Não é uma demonstração de contas a Bruxelas, mas aos portugueses", referiu, sublinhando que Portugal não pode esperar pelo futuro porque este tem de ser construído com ambição.
O governante disse ainda que "as grandes nações não são feitas apenas pelos recursos naturais que possuem, mas pela ambição e coragem dos seus cidadãos", acrescentando que Portugal tem todas as razões para acreditar em si.
Na sua intervenção, Castro Almeida apontou também que o perfil institucional de um país consolida-se nos momentos em que a realidade exige das suas estruturas uma resposta planeada e vigorosa.
O ministro notou que cada geração política assume a gestão "de um legado que não escolheu", mas que tem o dever e a responsabilidade de e entregar à geração seguinte.
"Nenhum executivo, programa macroeconómico ou ciclo legislativo esgota o seu sentido no presente. Somos gestores temporários de um património que pertence ao futuro do país", considerou.
O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.
Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.
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