Segundo as fontes, o incidente ocorreu na sexta-feira, numa zona de mata de Nampipi, distrito de Metuge, próximo do limite com o distrito de Quissanga, quando várias pessoas estavam a recolher madeira para construção de habitações e venda na sede distrital de Metuge.
"Estávamos a rachar paus para a construção das nossas casas e venda na sede de Metuge. Foi quando vimos gente armada, muitos terroristas estavam armados", disse uma fonte à Lusa.
Os moradores abandonaram a zona imediatamente e não regressaram à atividade.
"Meu irmão não quer saber de Nampipi, viu terroristas pessoalmente e não teve mais coragem de voltar", relatou outra fonte.
Segundo os relatos recolhidos pela Lusa, a informação sobre a alegada presença de grupos armados espalhou-se pelas comunidades locais, levando também alguns agricultores a abandonarem temporariamente os campos de cultivo.
"Desde sexta-feira as pessoas estão a chegar a Metuge com medo de ataques", afirmou outro residente.
Não há registo de vítimas mortais ou de confrontos, mas os habitantes referem que a alegada presença dos rebeldes motivou a saída de moradores da zona por receio de novos ataques.
Metuge, distrito vizinho da cidade de Pemba, tem acolhido milhares de deslocados que fugiram da insurgência armada em Cabo Delgado, província que enfrenta ataques de grupos extremistas desde outubro de 2017.
A organização não-governamental Armed Conflict Location & Event Data Project (ACLED) registou 11 eventos violentos nas duas primeiras semanas de junho em Cabo Delgado, todos envolvendo extremistas associados ao grupo Estado Islâmico, dos quais resultaram oito mortos, elevando para 6.632 o número de óbitos desde o início da insurgência armada, em 2017.
Segundo a ACLED, dos 2.408 eventos violentos registados desde outubro de 2017 em Cabo Delgado, 2.224 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique.
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