Segundo a empresa, o resultado líquido ajustado aumentou 41%, para 458 milhões, enquanto o resultado bruto de exploração (EBITDA) ajustado, subiu 61%, para 1.178 milhões de euros.
Nos primeiros seis meses do ano, os investimentos aumentaram 20%, para 605 milhões, com um valor recorde de 69% destinado a projetos de transição energética, num período marcado pelas tensões no Médio Oriente.
O fluxo de caixa das operações atingiu 762 milhões de euros, combinando disciplina financeira com o investimento contínuo na estratégia de transformação da empresa, assinalou a energética.
A dívida líquida da Moeve a 30 de junho situou-se nos 2.330 milhões, enquanto o rácio de alavancagem/dívida líquida em relação ao EBITDA diminuiu para 1,2 vezes (em comparação com as 1,9 vezes do primeiro semestre de 2025).
Esta semana, a Galp admitiu que a conclusão das negociações com os acionistas da Moeve para combinar os negócios de refinação e comercialização das duas empresas ocorra no quarto trimestre, embora pretenda fechar a operação "quanto antes".
"Se quisermos gerir expectativas, a probabilidade do quarto trimestre é maior do que ainda conseguirmos no terceiro trimestre", afirmou a co-presidente executiva da Galp, Maria João Carioca, numa conversa telefónica com a Lusa.
A co-CEO salientou que a operação abrange atividades e ativos em várias regiões, desde negócios petroquímicos na América do Norte até operações na América Latina e em África.
As negociações têm por base um acordo não vinculativo entre a Galp e a Moeve que tem como acionistas a Mubadala Investment Company, fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, e o fundo norte-americano The Carlyle Group.
O projeto prevê a junção dos portefólios de refinação, petroquímica e comercialização de combustíveis das duas empresas na Península Ibérica, incluindo a refinaria da Galp em Sines e as unidades da Moeve em Huelva e Cádis, em Espanha.
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