Monumentos que fazem parte da paisagem de Prudente guardam histórias | G1

A cidade completa 109 anos nesta segunda-feira (14) e, para celebrar a data, o g1 e a TV TEM prepararam reportagens especiais que mostram Presidente Prudente sob um olhar diferente, atento aos detalhes.

No caso dos monumentos, alguns fazem parte da paisagem há décadas, outros foram se transformando com o tempo. Há locais que foram preservados enquanto a cidade cresceu ao redor deles, como a Catedral de São Sebastião, fundada em 1925.

Catedral de São Sebastião em Presidente Prudente; vista da cidade — Foto: Gustavo Luz/TV TEM

Há também as obras que estão diante dos olhos de quem passa pelo local, mas nem sempre são conhecidas. É o caso de um dos monumentos mais emblemáticos, o busto de Prudente de Moraes, que fica na Praça da Bandeira e homenageia justamente o homem que deu nome ao município.

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'Resgatar memória'

Nomes e episódios que atravessaram o tempo e ainda podem ser encontrados pelas ruas, mas nada do que ocupa esses espaços está ali por acaso, conforme descreve o historiador Heitor Ribeiro.

“O monumento histórico tem a importância de resgatar um pouco da memória de algo que ocorreu para que não se perca isso no futuro e no presente. Então, muito mais que concreto e aço, o monumento representa um marco da memória, a memória de todos, e muitas vezes a gente deixa passar, acaba esquecendo no dia a dia desses monumentos”, descreve o historiador.

A identidade prudentina também foi formada pelas pessoas que chegaram, trouxeram seus costumes e deixaram marcas no cotidiano. Entre elas, a comunidade japonesa. Na Praça das Cerejeiras, essa influência ganha forma.

Toshio Koketsu, presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira da Alta Sorocabana, descreve os monumentos importantes existentes no local.

“Um deles, eu acho muito importante, porque está uma poesia que os japoneses gostam muito de escrever, é a haiku. Muitos heróis japoneses que constituíam suas famílias e tudo, todos eles estão aqui e estão envelhecendo, mas isso é uma coisa muito bonita. A poesia fala sobre isso.”

Presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira da Alta Sorocabana, Toshio Koketsu descreve importância de um dos monumentos na Praça das Cerejeiras — Foto: Gustavo Luz/TV TEM

No Museu e Arquivo Histórico Municipal Antônio Sandoval Netto, os fragmentos se encontram e ajudam a dar contexto ao que ainda faz parte da paisagem, a partir de registros que ajudam a entender por que algumas lembranças atravessam gerações.

“É um trabalho de formiguinha que precisa começar com as crianças, né? A gente faz esse trabalho”, afirma Valentina Romeiro, diretora do museu.

Novos caminhos vão aparecer, outros cenários vão ganhar espaço, mas há marcas que seguirão relembrando que nenhuma cidade começa de novo a cada dia. Ela só evolui carregando um pouco de tudo o que já foi.

Em Prudente, o museu tem o mapeamento de todos os monumentos que existem na cidade, bem como de suas histórias, conforme Valentina.

“O museu é um dos papéis dele fazer isso, mas o trabalho é feito diariamente, coletivamente, nas escolas, os questionamentos, os mapeamentos desses monumentos”, completa a diretora.

Soldado Amendoim é lembrado em monumento na Praça Nove de Julho, no Centro, em Presidente Prudente (SP), — Foto: Enzo Mingroni/g1

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